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por Carla Hilário Quevedo, em 02.08.07
Coisas que melhoram algumas vidas (77)

(Não tenho palavras para agradecer.)

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publicado às 20:58

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por Carla Hilário Quevedo, em 02.08.07
"Et mes épaules?"



Horas e horas à procura de quem terá parodiado aquela cena... e descubro isto.

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publicado às 20:53

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por Carla Hilário Quevedo, em 02.08.07
Eu hoje acordei assim...


Brigitte Bardot e Michel Piccoli em Le Mépris, de Jean-Luc Godard

... esta cena extraordinária foi parodiada (e está a imenso a pedi-las) não me lembro bem por quem. Iria jurar que a dupla French and Saunders se tinha encarregado da tarefa. O meu Marido vota em The Fast Show. Ambos consideramos a hipótese de ter sido em Big Train. Seja como for, o YouTube não esclarece e isto já é coisa para me atormentar o resto do dia e da noite, dependendo da hora a que descubra quem ridicularizou e homenageou uma das melhores cenas de amor de sempre. Por falar em roupa - estava em falar em roupa, não estava? - não vi a entrevista de Márcia Rodrigues ao embaixador do Irão, e por isso não a vi nos preparos de que o Abrupto falou, mas agora, perante a fotografia no Miss Pearls, comecei a pensar no que terá levado a jornalista a optar por tão medonha (já para não dizer quentíssima) indumentária. É evidente que a vestimenta não é medonha (quero com isto dizer que o gosto não importa para o caso); estou apenas a tentar aligeirar a coisa. Mas gostava de perceber os coros de indignação com a escolha de Márcia Rodrigues. Aquilo é o que o Irão é: um país que não respeita as mulheres, em que os homens vivem obcecados com a sexualidade feminina, tanto que as obrigam a tapar as mãos com luvas; e em que a vida de uma mulher não tem absolutamente nenhum valor. Mas voltando a Márcia Rodrigues: sempre me pareceu uma excelente jornalista, imparcial, rigorosa, profissional. Por isso, prefiro tentar perceber a razão da sua escolha a juntar-me a indignações que, como tal, não são nada mais do que emocionais. Parece-me, honestamente, que se trata de um caso de excesso de zelo. A jornalista pode também ter julgado que seria mais fácil que o embaixador dissesse alguma coisa a uma ocidental tapada do que a uma ocidental vestida com umas simples calças e uma blusa e com as mãos à mostra (toda a gente sabe que mãos à mostra é meio caminho andado para a bandalheira total). Ali não é a jornalista que interessa, mas o troglodita que tem à frente, representante em Portugal de um país que anunciou que pretende varrer Israel do mapa. Existe uma terceira possibilidade e que é a de Márcia Rodrigues ter sido inspirada por um espírito CNNiano, em que as jornalistas fazem este tipo de coisas. Só que habitualmente se encontram em países que obrigam àquele código de vestuário. Aposto em excesso de zelo, mas podemos sempre enviar um e-mail a Márcia Rodrigues a perguntar-lhe porque é que foi assim vestida. Seja como for, confio no discernimento da jornalista.

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publicado às 10:58