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por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.07
A barbárie começa em casa

Se houvesse justiça neste mundo, todas as pessoas que abandonam os seus animais de estimação seriam também elas um dia abandonadas na berma de uma estrada. Estarei a ser emocional no meu desejo de reciprocidade na crueldade do acto praticado, mas é preciso notar que uma reciprocidade perfeita nunca seria possível: os seres humanos teriam sempre a capacidade de procurar ajuda e de encontrar uma solução, coisa que os animais naturalmente não têm. Porque é que as pessoas abandonam no Verão os bichos com que brincam durante o resto do ano? Serão as mesmas que abandonam os avós nas urgências dos hospitais? Não me parece haver nenhuma diferença no princípio de indiferença cruel e pura desumanidade tanto nuns como nos outros. Mas voltemos aos animais abandonados: não existe nenhuma razão que leve as pessoas a deixar na rua os bichos que as acompanham. Muito menos «porque vão de férias». Existem locais adequados para receber os animais enquanto os donos estão fora. Também organizações como a União Zoófila e outras associações semelhantes poderão ajudar as famílias a encontrar uma solução. Como é possível sequer pensar em abandonar um membro da família, como é também um cão ou um gato? Talvez haja uma forma de barbárie que desconhecia. Aquela que inclui o abandono de todos os mais próximos que por alguma razão numa altura qualquer não servem. Um crime, digo eu.

Publicado na Tabu, 25-08-2007.

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publicado às 08:23

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por Carla Hilário Quevedo, em 27.08.07
Coisas que melhoram algumas vidas (83)



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publicado às 08:16