Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.07
Modo de vida

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:01

...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.07
Metabloggers do it better (63)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:58

...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.07
Afinal, em que é que ficamos? O Francisco, na resposta a Abel Barros Baptista, diz o seguinte: "As listas não são matéria para teoria da literatura mas para riso e pequena vaidade." Bem sei que a frase faz parte de uma resposta que não me é dirigida a mim, mas esta é uma conversa em público e não uma súmula de conversas privadas em que se poderia dizer uma coisa a um e outra a outro. Ora, supondo que é a última versão que conta, importa-se talvez de esclarecer se este post é "para riso" ou "para pequena vaidade"? E este? "Para riso" ou "para pequena vaidade"? E finalmente este? "Riso"? "Pequena vaidade"? Ah, pois é. É mais um dia fabuloso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:50

...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.07
Cartas-bomba

Recebi uma mensagem de Abel Barros Baptista, que passo a publicar. Muito obrigada!

"Tenho andado a pensar na melhor resposta para esta pergunta: o que mudou na minha vida depois de saber que o Grande Sertão: Veredas não mudou nada na vida do Francisco J. Viegas? E não atino, porque a própria pergunta muda constantemente de forma. Por exemplo, esta, mais correcta: o que mudou na minha vida depois de o Francisco J. Viegas escrever que o Grande Sertão: Veredas não mudou nada na vida do mesmo Francisco J. Viegas? Ou ainda: o que mudou na minha vida depois de saber que o Francisco J. Viegas está convencido de que a leitura do Grande Sertão: Veredas não mudou nada na vida do mesmo Francisco J. Viegas? Repare nisto, Carla: o Grande Sertão: Veredas é um livro grande e difícil, não se lê do pé para a mão, como quem descasca uma banana ou escreve um post sobre o último filme do Almodovar. Não, pede tempo, atenção, paciência. Então, como pode o F.J.V. assegurar o meio mundo que o lê de que nada na vida dele mudou por ter lido tal livro? Como pode ele saber o que lhe teria acontecido numa das horas de recolhimento e concentração que dispensou ao opus de Guimarães Rosa, se estivesse, não a lê-lo, mas a fazer qualquer outra coisa? A verdade é esta, Carla, uma das vantagens da leitura é ser uma actividade muito protegida, muito resguardada, muito confortável, graças a Deus: por definição, a vida não muda nem permanece, fica em suspenso. Tudo o que possa acontecer é acidente, contingência a atribuir a outra coisa e não ao livro.

Por outro lado, as pessoas que elaboram essas listas presumem duas coisas estranhas e se calhar incompatíveis: que os livros podem e até devem mudar a vida de quem os lê, e que é bom que assim aconteça. Acho isto muito básico, para dizer o mínimo. A maior parte dos livros, para não dizer todos, são indiferentes à vida de quem os lê. São como a morte, passam, tocam e seguem sem olhar para trás: não é presunção chamá-los, como quem quer ganhar à custa deles importância, "chega aqui, ó livrinho, olha o que me fizeste…"? Que dizer então de quem gesticula, como um gaiato: "Nha nha nha, não me fizeste nada, nem me viste, perdeste, nha nha nha…" E depois, entre quem os lê, há os conservadores e os que, não sendo conservadores, querem preservar a vida de mudanças não planeadas. Esses dois tipos de leitores não têm porventura direito à existência? É isso culpa do Proust ou do livro dele? Um rapaz, órfão de pai e mãe, tem uma irmã gémea e por isso, conhecendo o argumento, evita tenazmente ler Os Maias… Não é saudável evitar dissabores, mudanças trágicas, etc.? A culpa não pode ser do Eça, é da tal vida, que nos obriga constantemente a tomar cuidado.

Os livros que mudam a vida das pessoas são apenas os que elas próprias escreveram, e os livros que não mudam a vida das pessoas são os que elas próprias não escreveram. Ou antes, mais precisamente: só podemos dizer que mudaram a nossa vida os livros que nós próprios escrevemos, e só podemos dizer que não mudaram a nossa vida os livros que não escrevemos. Como se vê, ficam neste segundo grupo muitos livros para cada um, e por isso reduzi-los a dez é passatempo de ociosos. Além disso, para se ver até que ponto a coisa é mesquinha, lembremos que a lista costumava ser "dez livros que mudaram o mundo" ou, quando menos, calhando o encargo da lista a sujeitos particulares, "dez livros para levar para uma ilha deserta". Em ambos os casos, sempre havia ao menos certa consciência de que cada um de nós nada vale na história da vida dum livro. Nem sequer na daqueles que nós próprios escrevemos."

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:38

...

por Carla Hilário Quevedo, em 06.09.07


Tute, no La Nación

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:36