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por Carla Hilário Quevedo, em 08.09.07
Entretanto: os imutáveis do início da conversa emudeceram. Fizeram bem. Afinal de contas, nada há a dizer se nada mudou.

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publicado às 08:02

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por Carla Hilário Quevedo, em 08.09.07
Mais alguns contributos para a discussão do momento: do Luís Carmelo (não sei se o gosto é uma questão assim tão secundária); do Quid Rides? (grande livro); do Luís Naves; do Linha do Norte (aqui, aqui, aqui e aqui); da Miss Woody; do Exactor (não me escandalizo, apenas me surpreendo); da Nancy Brown (pois eu li o Ulysses, suponho que ao dizer isto seja desde já motivo de desconfiança sua); de O Bicho dos Livros; e do Tomás Vasques.

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publicado às 08:00

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por Carla Hilário Quevedo, em 08.09.07
Cartas-bomba

Recebi duas mensagens que me parecem excelentes contributos para a discussão do momento, e que agradeço, muito obrigada.

"Desde que me conheço que manuseio livros. O meu pai tinha e tem (ainda) o vício de os comprar e a minha mãe relata que desde muito pequenina que via o meu entusiasmo a propósito dos livros. Tiveram certamente influência um padrinho que nunca me oferceu nada nos aniversários que não fossem livros, uma irmã mais velha que estudou linguas e literaturas portuguesas, e uma casa que era sempre pequena demais para tantos livros (o que muitas dores de cabeça dava a minha mãe). Logo, recordo da minha infância pouco mais do que muitas horas sentada no longo corredor da casa de meus pais (ainda não sabia ler nem escrever) a copiar para folhas de papel que roubava ao meu pai, as lombadas dos livros que lá viviam. E assim todos se espantaram porque com 4 anos escrevia... era mentira, apenas me limitava a reproduzir através do desenho os títulos dos livros, fazendo depois um brilharete junto dos adultos com "História de Portugal" escrito na perfeição! Ficaram marcados cheiros de papel, o cuidado com que mudava as páginas de llivros que nem me cabiam no colo, as ilustrações do Roque Gameiro numas Pupilas do Senhor Reitor que pesavam mais quase do que eu, etc., etc. etc. o amor pelos livros é assim, nenhum nos poderá passar indiferente, podemos sentir tantas coisas só ao pegar num livro... Resumindo: os livros para mim são tão importantes que até o cheiro do papel me faz bem... que livros ou não mudam a nossa vida é para mim uma questão estranhissíma na forma como é posta. Todos os livros que li mudaram a minha vida (uns mais, outros menos, uns de uma maneira, outros de outra... alguns mesmo porque os deixei a meio ou não fui capaz de os ler...). Todos os livros que não li (ainda) não mudaram a minha vida! That's it!" Susana T.

"Lembrei-me - a propósito de um dos muitos livros que quero ler e ainda não li, por falta de tempo, oportunidade, e devido a outras obrigações, enfim... - de um documentário bastante recente que vi na RTP2 e que apanhei quase no fim, infelizmente, em que o autor e apresentador (não sei quem é; acho que era inglês) comentava o efeito do livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, sobre o público da época. Pelo que ele contava, foi uma leitura das grandes massas. O público ter-se-á comovido e apaixonado pela história triste do jovem que se suicida por um amor não correspondido e parece que na altura houve muita gente que se suicidou. Terá sido a influência do livro também uma impulsionadora desses suicídios? (Terão quase todos os que se suicidaram lido esse livro? Não sei... Seria interessante saber.) Terão esse livro e a sua eventual moda movido, literalmente, a vida dessas pessoas? Achei curioso e foi inevitável lembrar-me disto." Anabela Barros Correia

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publicado às 07:39