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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Provas irrefutáveis da felicidade de Sócrates (5)

"Mas o mais agradável de tudo seria passar o meu tempo, como aqui, a examinar e a interrogar todas estas personagens, para julgar qual delas é sábia e qual julga que o é, sem o ser. Quanto não pagaria, juízes, para examinar aquele que levou contra Tróia o grande exército, ou Ulisses, ou Sísifo, e tantos outros homens e mulheres que se poderia citar! Conversar com eles, gozar do seu convívio, examiná-los, seria de uma felicidade sem par."

Platão, Apologia de Sócrates, 41bc, tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Edições 70, Lisboa, 1997, pp. 50-51.

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publicado às 18:52

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Provas irrefutáveis da felicidade de Sócrates (4)

"Convencido de que não faço mal a ninguém, tão-pouco quero fazer mal a mim próprio e não estou disposto a reconhecer contra mim que sou digno de castigo, indo ao ponto de me sentenciar a uma pena qualquer. Só se fosse por medo, mas de quê?"

Platão, Apologia de Sócrates, 37b, tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Edições 70, Lisboa, 1997, p. 44.

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publicado às 18:49

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Provas irrefutáveis da felicidade de Sócrates (3)

"Na realidade, eu nunca fui mestre de ninguém. Mas sempre que uma pessoa, nova ou velha, mostrou desejo de me ouvir ou de me ver realizar as minhas acções, nunca me opus a isso. E não é o caso de conversar apenas com aqueles que pagam, recusando-me a conversar com os que não pagam."

Platão, Apologia de Sócrates, 33b, tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Edições 70, Lisboa, 1997, p. 39.

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publicado às 18:45

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Provas irrefutáveis da felicidade de Sócrates (2)

"Efectivamente, temer a morte, Atenienses, não é mais que julgar ser sábio, sem o ser, porque é imaginar que se sabe o que não se sabe. É que ninguém sabe o que é a morte nem se, por acaso, ela será para o homem o maior dos bens. Mas temem-na como se soubessem com segurança que é o maior dos males. Não será esta ignorância mais censurável, julgar que se sabe o que se não sabe?"

Platão, Apologia de Sócrates, 29b, tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Edições 70, Lisboa, 1997, p. 34.

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publicado às 18:37

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Provas irrefutáveis da felicidade de Sócrates (1)

"(...) gostaria de ver bem sucedida a minha defesa, mas sei que isto não é fácil e tenho perfeita consciência da situação. Que o resultado seja, porém, aquele que agradar à divindade! Pela minha parte cumpre-me obedecer à lei e realizar a minha defesa."

Platão, Apologia de Sócrates, 19, tradução de Manuel de Oliveira Pulquério, Edições 70, Lisboa, 1997, p. 21.

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publicado às 18:32

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por Carla Hilário Quevedo, em 16.11.07
Eu hoje acordei assim...


Patricia Arquette

... no outro dia, num local inusitado, alguém perguntou se havia filósofos felizes. Respondi com toda a certeza do mundo e arredores que Sócrates só pode ter sido feliz. Claro que depois fiquei a remoer no assunto. Como parece que hoje é o Dia Internacional da Filosofia, aproveitemos para tirar esta questão a limpo. Já é hora! Talvez começando por ler isto.

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publicado às 08:34