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por Carla Hilário Quevedo, em 20.11.07
Palermas vs. parvos

Haverá entre palermas e parvos diferenças subtis que fazem toda a diferença? Penso que algo importante os separa para sempre: o palerma tem bons princípios, coisa que falta ao parvo e que ajuda a caracterizá-lo como tal. Perante a incerteza, o palerma escolhe o caminho certo, embora na sua simplicidade raramente saiba porquê e como. Como é crédulo de vez em quando é enganado mas não atribui grande importância àqueles que lhe tentam passar a perna. O palerma é inteligente (e por isso profundamente bondoso) já o parvo nunca acerta porque a falta de inteligência lhe obscurece o espírito e paralisa a acção. Será por isso mais fácil que gostemos (refiro-me aos seres humanos de natureza pacífica) sempre mais de palermas do que de parvos. Os palermas são manifestamente amáveis por causa da sua bonomia, algo que falta ao parvo, sempre armado naquilo que por acaso até é: qualquer coisa estúpida que como tal não pode resultar por si em nada de bom. Acarinhemos os palermas, os totós, os distraídos e não gastemos muito tempo com os parvos, os cromos e os teimosos.

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 17-11-07.

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publicado às 16:32