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por Carla Hilário Quevedo, em 17.12.07
O serial killer que não fazia por mal

O Natal é o máximo, não é? Também acho. Do Canadá chega-nos a notícia de que o pior assassino em série da história daquele país acaba de ser condenado pela morte de seis mulheres. Robert Pickton, um agricultor com 58 anos de idade, foi também acusado de matar mais vinte mulheres. A defesa alegou que o coitadinho do trabalhador rural não sabia que aqueles corpos estavam ali, mas o júri concluiu que a criatura tinha morto, pois lá isso tinha, mas que a sua intenção não era bem essa. Condenado por homicídio involuntário, ficou assim provado em tribunal que este criador de porcos canadiano não tencionava matar as seis mulheres – e provavelmente outras vinte – muito menos de as enterrar na sua propriedade. O júri demorou dez dias a chegar a esta iluminada conclusão. O número seis – ou o número vinte e seis – de alguma maneira impedem-nos de acreditar na tese do homicídio involuntário. Não haverá alguma coisa errada na frase: «Não teve a intenção de, ao longo de uns anos, matar 26 pessoas»? Sempre me pareceu mais complicado provar que não houve intenção de assassinar. Mas pelos vistos não é bem assim. Afinal de contas qual é a diferença? Uma, seis, vinte…

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 15-12-07.

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publicado às 18:53