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por Carla Hilário Quevedo, em 07.01.08
... e já agora uma Charlotte também

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publicado às 23:54

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.01.08
Uma Carla antes de dormir...

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publicado às 23:50

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.01.08
Todas diferentes, todas iguais

O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, apareceu nas revistas dedicadas à especialidade social na estupenda companhia da cantora e ex-modelo Carla Bruni. Ao ver as notícias sobre o caso que neste momento anima França e o resto do mundo (que anda chateado que nem um peru no Natal) apercebo-me de que Sarkozy de muitas formas repete a ex-mulher, Cecilia, pelo menos aparentemente. Ambas são altíssimas, giríssimas, independentes, desempoeiradas, rebeldes. Sarkozy não é apreciador de mulheres discretas e só por isso, se fosse francesa, votaria nele de imediato. Também não parece gostar de mulheres dependentes, o que merece o maior respeito da minha parte. O facto de estar interessado em mulheres que são pessoas torna-o muito interessante, porque revela que emocionalmente é adulto. É certo que repetimos a mesma mulher ou o mesmo homem nas nossas vidas. Talvez o caso mais famoso dessa espécie de clonagem amorosa seja o cantor Prince, um dos terráqueos com melhor gosto em matéria de companheiras. Diria que Sarkozy está interessado no melhor do sexo oposto. No caso da recém-chegada Carla Bruni, para muitos, literalmente.

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 29-12-07.

Adenda: eis o desfecho absolutamente previsível.

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publicado às 23:45

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por Carla Hilário Quevedo, em 07.01.08
O preço da indiscrição


Tantalus, Willi Glasauer, 1864

É bem conhecido o mito do mortal condenado a fazer rolar um rochedo enorme por uma encosta acima para que mal atinja o topo esta caia e role pela mesma encosta abaixo, obrigando o castigado a recomeçar a sua tarefa para sempre sem fim. Nunca chegar a concluir a pesada tarefa foi o castigo determinado por Zeus a Sísifo por causa de certo rapto da autoria do deus. Tendo sido testemunha de acto, Sísifo terá cometido a imprudência de dar com a língua nos dentes. Já se sabe que Zeus é impiedoso e tem mau feitio, mas hoje em dia nada disto seria desculpável. Agora estaríamos perante uma situação de injustiça mas se fizermos uma viagem no tempo compreendemos que há algo de repugnante na eterna vítima. Tântalo também protagoniza uma boa história. Zeus, num acesso de cólera, tê-lo-á condenado à sede eterna, deixando-o mergulhado na água até ao pescoço com o líquido a fugir sempre que tentava beber. Tântalo terá sido orgulhoso – ou como se diz uns milhares de anos depois disto, uma porteira – ao revelar segredos dos deuses aos mortais depois de ter partilhado da intimidade divina. A quebra de confiança parece ser o motivo comum a ambos os castigos.

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 5-01-08.

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publicado às 17:07