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por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.08
Eu hoje acordei assim...


Natalie Portman

... a primeira vez que entrei numa igreja baptista estava na Pensilvânia. Ontem foi a segunda em S. Domingos de Benfica. Assisti à palestra sobre O Livro de Rute, devidamente anunciada pelo Tiago Cavaco, dada pelo Francisco José Viegas e pelo Samuel Isaac Úria. Fui uma das várias pessoas que leram o texto na véspera pela primeira vez. Muitos presentes o terão relido. Como não tive ânimo (às vezes uma bomba intimida-se) para me levantar e fazer dois comentários, gostaria de os fazer agora. Não vi nem malícia nem feminismo na história de Rute. Só vi coragem e lealdade. Uma lealdade puramente feminina - um belo adjectivo, Samuel -, típica entre mulheres, sobretudo de uma mulher mais nova em relação a uma mulher mais velha. A mulher mais nova protege a mais velha. É assim a amizade feminina, coisa séria, da maior importância. Quanto ao feminismo de Rute, julgo que se tratava de uma mulher que sabia exactamente o que queria. Se isso é feminismo, então nunca houve nada a fazer nem direitos das mulheres a reinvindicar. As mulheres são por natureza empreendedoras. Têm forçosamente de o ser, se não morrem. As mulheres actuam por uma questão de sobrevivência. E a história de Rute é também uma bonita história de sobrevivência. Gostei muito. Até Março.

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publicado às 12:04