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por Carla Hilário Quevedo, em 04.02.08
Estado em que se encontra este blogue


Gustave Courbet, Le Hamac, 1844

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por Carla Hilário Quevedo, em 04.02.08
Dois só para o tango

Garry Willis pergunta com muita pertinência no The New York Times se, no caso de Hillary vencer as eleições, os americanos não terão elegido dois presidentes em vez de um. Não parece possível pensar em Bill Clinton como alguém que se resigna a obrigações protocolares. Mas a verdade é que não imaginamos como desempenhará as suas funções, pois a situação será nova para todos. Por outro lado, Hillary teve uma presença activa durante a presidência de Bill e menos não podemos esperar do seu marido. Poder-se-ia pensar que duas cabeças executivas são sempre melhores a pensar do que uma. No entanto, a história ensina-nos que a divisão do poder e da responsabilidade é mais que desaconselhável. Nem sequer é preciso lembrar os triunviratos romanos e o derramamento de sangue que provocaram para concordarmos que se trata de uma péssima ideia. Pensemos, por exemplo, no presidente George W. Bush, que tem como vice-presidente Dick Cheney, um homem com uma liberdade de acção muito maior do que a habitual neste cargo. Será de prever que com ainda maior à-vontade Hillary dê cobertura às iniciativas do marido. E se depois der para o torto, de quem é a culpa?

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 2-02-08.

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