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por Carla Hilário Quevedo, em 11.02.08
E o que eu gosto de sapateado, senhores! (7)

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publicado às 18:04

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.02.08
E o que eu gosto de sapateado, senhores! (6)

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publicado às 17:59

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.02.08
E o que eu gosto de sapateado, senhores! (5)

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publicado às 17:57

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.02.08
Dever de cuidado

Não sou jurista nem advogada nem magistrada nem juíza nem alguma vez sequer pus o pé nalguma faculdade de Direito. Não trato as leis por tu – longe disso, por favor! – e só não as ignoro profundamente porque há uns senhores de farda azul e óculos escuros que depois me levam para um sitio frio e me obrigam a usar um casaco com capuz enorme. No entanto, não queria deixar de chamar a atenção para um belíssimo e inspirador conceito jurídico: o dever de cuidado. Todos sabemos que as nossas acções têm consequências. Sempre que os efeitos dessas acções não são danosos, não faz sentido falarmos de falta de cuidado. Mas se as consequências de uma acção ou omissão forem nefastas para outros, então teremos de pensar não na intenção com que tal acto foi praticado, mas no seu resultado, no desfecho daquela acção em particular. Quantas vezes ouvimos dizer que não houve má intenção por parte de fulano quando disse aquilo ou de sicrana quando fez ou não fez o outro? Perante resultados claramente desastrosos não é assim tão difícil descobrir o culpado. Temos a obrigação de saber que temos de ter cuidado com os outros.

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 9-02-08.

A ler: o comentário d'O Exactor sobre tão importante dever.

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publicado às 12:25

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por Carla Hilário Quevedo, em 11.02.08
Ser adulto

Em que momento podemos afirmar que somos adultos sem corrermos o risco de alguém com mais autoridade ou conhecimento de causa nos contradizer? «Quando somos independentes», responde a senhora de chapéu lilás sentada na segunda fila, muito bem. «Quando somos responsáveis por outros», exclama um senhor exaltado, mas não é caso para tanto. «Quando queremos estar longe do que cheira mal», responde uma menina demasiado pequenina para entrar neste debate. Todas as respostas estão correctas mas a última está um bocadinho mais correcta do que as anteriores, obrigada, agora vá brincar com os seus amigos. Pois afastarmo-nos de locais com intenso cheiro a enxofre é aconselhável, mas é normal haver gente nesses locais que nunca dá pelo pivete. «Não me cheira a nada», insistem connosco sempre que perguntamos se a canalização funciona. Naquele preciso instante somos testados. Teremos crescido ou não? Se inspirando o fedor repetirmos em voz baixa que podia ser pior, a prova não é superada. Mas se percebermos que aquele bairro não é o nosso e nos despedirmos com um sorriso, então começa a maravilhosa vida adulta. No dia em que não duvidamos de que virar as costas é a resposta certa.

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 9-02-08.

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publicado às 12:21