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Nas bancas!

por Carla Hilário Quevedo, em 11.03.08

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publicado às 22:06

Ser boa pessoa

por Carla Hilário Quevedo, em 11.03.08

A partir de certa altura na vida, começam a dizer-nos que o mundo afinal é cinzento e não preto e branco, e que as pessoas também não são nem boas nem más, mas algo que está entre os dois extremos a que nos habituámos na infância. Embora uma pessoa sensata não tenha dificuldades em distinguir o bem e o mal, quando actua nem sempre segue os preceitos por que se rege para classificar as acções alheias. Não por amnésia temporária mas porque simplesmente ninguém é perfeito. Mas imaginemos uma escala de perfeição possível no ser humano: os que habitam o nível mais baixo são aqueles que causam deliberadamente sofrimento ao próximo, estando no topo aqueles que deliberadamente o eliminam. Nos extremos há pouca gente, mas os níveis intermédios estão sobrelotados. A maioria não terá nem vontade de causar bem nem mal, mas apenas de ser deixado em paz e sossego. Ora, esta atitude contradiz um ensinamento fundamental na prática do bem: o de ter de ser praticado, precisamente. E todos os dias. Senão caímos a pique naquela escala imaginária de perfeição possível do ser humano. Porque é que ser boa pessoa é o mais importante? E se é verdade que os extremos se tocam, uma boa pessoa pode alguma vez ser confundida com uma má pessoa?

  

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publicado às 08:31