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Brand new Madonna ft. Timberlake muito bem promovido por Ellen DeGeneres

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.08

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publicado às 17:11

Brideshead Revisited (3)

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.08

Estimado Impensado, acabo de chegar da Byblos com Brideshead Revisited debaixo do braço. Agora que revi a série estou preparada para ler o livro. (Além de estar especialmente curiosa para ler as descrições que Julia faz de Rex, uma criatura que não é uma pessoa, uma espécie de órgão sem mais nada que o sustente.) É nesta qualidade, de espectadora e não leitora, que tento explicar a minha impressão. Mas permita-me dar um passo atrás: a salvação existe e é religiosa. O tema aliás está presente em toda a história. Mesmo o ateu Charles Ryder parece convertido no final, ao compreender a importância da educação católica de Julia, ao prever que o casamento não vai ser possível porque os modos de vida de ambos são irreconciliáveis, e ao perceber o sinal da cruz feito por Lord Marchmain no leito de morte. Quando disse que não havia salvação pensava no amor (Charles e Julia, Charles e Sebastian), em Marrocos (Sebastian, Anthony Blanche), no casamento (Bridey, Julia, Charles, Rex), no conhecimento (Oxford, Samgrass). Mas talvez seja assim como diz: a salvação de Charles pode estar na melancolia de que fala, ou na nostalgia de um tempo passado naquele sítio único. Ou talvez a minha intuição esteja certa: Charles Ryder acaba por se converter como Evelyn Waugh se converteu. A frase final do livro (que a adaptação respeita) é indicadora de qualquer coisa importante: "You are looking unusually cheerful today, said the second-in-comand." Após reviver o passado em Brideshead, Charles está bem-disposto, alegre, como nunca parece ter estado. Sounds like a beginning to me. (Vou ler o romance e voltamos a falar.)  

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publicado às 16:55

Rádio Blogue: Suspeita e calúnia

por Carla Hilário Quevedo, em 25.03.08

Os McCann foram indemnizados em 697 mil euros pelo grupo Express, proprietário de títulos como o Daily Star ou o Daily Express, responsável pela publicação de mais de cem artigos difamatórios sobre o casal, sugerindo a sua responsabilidade tanto pela morte de Madeleine McCann como por encobrir o facto. Os jornais publicaram um pedido de desculpas nas respectivas capas no dia seguinte ao acordo, uma manchete por sua vez repetida nas edições de domingo. O valor reverte para o fundo Find Maddie, e o pedido de desculpas público em simultâneo terá sido uma novidade mesmo no Reino Unido, embora não seja a primeira vez que os tablóides ingleses se desculpam publicamente pelos seus erros. A vitória nos tribunais ingleses mostra que a liberdade de expressão naquele país está de boa saúde. Em vez de haver tentativas de limitar a liberdade de imprensa, castigam-se os excessos cometidos. O jogo, embora terrível para os que nele se vejam envolvidos, é limpo. Os montantes elevados das indemnizações obrigam a que os meios de comunicação social pensem duas vezes antes de caluniar. Mas não será esta apenas uma questão de dinheiro? Será a calúnia uma forma de vender que compensa qualquer indemnização aos visados? Os jornais de escândalos são necessários na sociedade?

 

Publicado ontem no Meia-Hora. Deixe os seus comentários através do número 21 351 05 90. A sua voz vai para o ar na Rádio Europa à sexta-feira, às 10h45 e ao domingo, às 14h15. Pode também comentar por escrito no Jazza-me Muito

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publicado às 08:23