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Rádio Blogue: Dietas

por Carla Hilário Quevedo, em 07.04.08

Audrey Hepburn, Breakfast at Tiffany's

 

Peixinho cozido com batatas e grelos, sopas e saladas desenxabidas, fruta mas nem sempre, água mas mesmo muita água, todos conhecemos as restrições impostas pelas dietas. As correntes de saber dietético dividem-se: umas obrigam à abstinência de certos líquidos e sólidos, outras impõem que se coma muito pouco, de poucas em poucas horas. Tudo para combater esse terrível mal da gordura em excesso, que, além de ser motivo de doenças graves, não está na moda desde o século XVIII. Parece haver boas razões para iniciar uma dieta, e os primeiros raios de sol levam os mais culpados àquela inscrição secretamente prometida há muito no ginásio. Mas, hoje em dia, os métodos naturais para emagrecer parecem estar a perder pontos na concorrência com os produtos dietéticos disponíveis no mercado. A tendência para utilizar medicamentos e suplementos alimentares para controlar o peso tem aumentado. Mas o caso recente da suspensão da venda de Depuralina, apresentado como um suplemento alimentar de alto conteúdo em fibras e de baixo teor calórico, deve alertar os consumidores para o uso deste tipo de produtos. A indústria farmacêutica é irresponsável ao ponto de lançar produtos inseguros no mercado? Em quem podemos confiar? Qual continua a ser o melhor método para emagrecer?

 

Publicado hoje no Meia-Hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os seus comentários vão para o ar na Rádio Europa à sexta-feira, às 10h45, e ao domingo, às 14h15.

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publicado às 14:34

Sylvie Guillem

por Carla Hilário Quevedo, em 07.04.08

(Smoke: segunda e terceira partes.)

 

Reza a lenda que Rudolph Nureyev se apaixonou perdidamente por ela. Sylvie Guillem, conhecida por «Mademoiselle Non», é muito franzina e frágil, as pernas chegam ao céu e, segundo explicam os puristas, é excessivamente flexível para bailarina clássica. Determinada, a bailarina francesa Sylvie Guillem, no auge da sua carreira, há cerca de vinte anos, fez o impossível: as malas. E partiu para Londres. Da Ópera de Paris passou para o Royal Ballet e não voltou a trabalhar no seu país de origem. Da dança clássica passou à contemporânea, colaborando com coreógrafos de diferentes estilos e influências. Descobri esta bailarina excepcional no YouTube. O momento de maior prazer nas pesquisas neste meio – uma espécie de canal de televisão feito pelo espectador – é aquele em que descobrimos uma pedra preciosa rara. Pode ser conhecida de uma série de pessoas. Pode mesmo ser um gosto antigo para muita gente. Mas o que importa é ser uma novidade para o pesquisador youtubiano. Descubro Sylvie Guillem, a maior bailarina do mundo, por acaso, no computador. Aconselho tudo mas ainda mais a coreografia de Mats Ek, Smoke, dividida em três partes. É o mínimo dizer que é perfeita.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 5-04-08.

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publicado às 09:18