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Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 02.05.08

Louise Brooks

 

... teve uma vida muito agitada a Louise Brooks, e um dia hei-de ler a biografia sobre a melhor franja da história do cinema. Mas entretanto vou admirando umas fotografias por aí espalhadas. Esta, que tenho guardada há muito tempo, é uma maravilha. Parece pensativa e curiosa ao mesmo tempo, e não é por causa do dedo que pode muito bem estar dentro do ouvido (então, Louise?). Há uma certa expressão no olhar. Dá a sensação de uma muito vaga tristeza, mas não é isso. Está a pensar, simplesmente. A pensar que não está a ouvir bem, ou, pelo contrário, como é que pode discretamente tapar pelo menos um ouvido para não ouvir tudo. E depois as sobrancelhas que não acompanham o olho, sofrem uma interrupção esquisita quando se aproximam do nariz. Na verdade, começam depois do momento (prefiro a sítio) em que deveriam começar. Este estilo vê-se muito em fotografias da época. Devia ser moda e é muito feio. Não havia grande sensibilidade para a questão primordial das sobrancelhas e do bem (ou do mal) que podiam provocar numa expressão facial. E logo numa cara destas, em que tudo parece medido ao pormenor, com o penteado a fazer de moldura. Estas sobrancelhas destoam, são demasiado irregulares. Dá vontade de ir lá desenhar o bocadinho que falta.

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publicado às 11:38