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Ouvido agora mesmo

por Carla Hilário Quevedo, em 20.05.08

Hugo: Men of a certain calibre cannot allow fastidious morality to distract them from the exigencies of commerce, can they, Mr. Hearst? And did you heave up your responsibilities upon broad and reconciled shoulders?

Hearst: No.

Hugo: Perhaps then, rather, at this moment you are Socrates to my Alcibiades, taken it upon yourself to edify me.

Hearst: Are you saying you want to f*ck me?

Hugo: What?

Hearst: Well, you keep calling yourself Alcibiades to my Socrates. Are you proposing some sort of homosexual connection between us?

Hugo: I forgot that part of the story.

 

Deadwood, claro.

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publicado às 23:16

É isto

por Carla Hilário Quevedo, em 20.05.08

"Mas se é o mal que prevalece na prática da injustiça, conclui-se que praticar a injustiça é pior que sofrê-la." Sócrates, no Górgias, Platão, 475c.

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publicado às 22:50

Rádio Blogue: Violência doméstica

por Carla Hilário Quevedo, em 20.05.08

Nos primeiros quatro meses deste ano, 28 mulheres foram vítimas de tentativa de homícidio, dezassete morreram e onze estão em estado grave. É com este pano de fundo que o Bastonário da Ordem dos Advogados defendeu que a violência doméstica não deve ser crime público, provocando a indignação de associações, nomeadamente da APAV. Não ser crime público significava que a vítima podia desistir da queixa contra o agressor durante o processo. Ora, sabendo que as vítimas de violência doméstica são na sua grande maioria mulheres, se esta sugestão fosse aceite, esta seria uma alteração que as desprotegeria ainda mais, dando-lhes mais uma possibilidade de consentir um acto infame. Se existem limites na vida, este é um deles. Ninguém é livre ao ponto de escolher ser maltratado, abusado e violentado por ninguém, nem pelo cônjuge. As vítimas de violência doméstica, impotentes face a um agressor que misteriosamente amam, são vulneráveis e frágeis. São vítimas reais e, como tal, devem ser protegidas e bem tratadas, não encorajadas a renunciar de uma decisão já de si tomada com dificuldade. O que leva estas mulheres a não denunciar os maridos? O ditado "entre marido e mulher não metas a colher" ainda é respeitado em Portugal? A violência doméstica deve continuar a ser um crime público?

 

Publicado ontem no Meia-Hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os seus comentários vão para o ar na Rádio Europa à sexta-feira, às 10h45, e ao domingo, às 14h15.

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publicado às 09:15