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Goldfrapp - Number 1

por Carla Hilário Quevedo, em 30.06.08

 

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publicado às 14:26

Deprimidos como nós

por Carla Hilário Quevedo, em 30.06.08

(Via Jansenista)

 

Juliet Macur faz no The New York Times um retrato da preparação dos atletas chineses participantes nas Olimpíadas de Pequim, sendo muitos originários do interior da China e nascidos no seio de famílias pobres. À primeira vista, as excepcionais condições atléticas seriam o passaporte certo para uma vida melhor. Mas não parece ser o caso. A obsessão do governo chinês em ganhar medalhas de ouro transformou a preparação desportiva em algo muito parecido com a escravatura. Mesmo o êxito nas competições não garante um futuro confortável. Muitos vencedores de medalhas em olimpíadas anteriores vivem com escassos recursos e sem segurança, um mau prenúncio. Outros, depois das vitórias alcançadas, serão levados a treinar futuros campeões. A dedicação exigida não deixa lugar a mais nenhuma actividade, nem à vida familiar. O prazer efémero da vitória na China olímpica será ainda mais fugaz. Julgar-se-ia que tudo ali é diferente e que não podemos olhar para aquele povo com os nossos redondos olhos ocidentais da mesma forma com que olhamos para nós. Mas aqueles atletas estão à beira da depressão. E isso não nos torna assim tão diferentes.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-06-08.

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publicado às 08:35

Muita areia

por Carla Hilário Quevedo, em 30.06.08

Não sei se por causa da paralisação dos camionistas, se por causa da praia, lembrei-me da expressão «isso é muita areia para a tua camioneta». É certo que uma camioneta não é um camião, mas para todos os efeitos há um «cami» em comum. De onde virá tal ideia? Talvez o primeiro desabamento de areias transportadas há muito, muito tempo por terras do Oriente esteja na origem desta expressão. Há a possibilidade de um dia ter sido literal: havia muita areia e havia uma pequena camioneta. Muitos séculos depois estamos em Portugal, e pelas estradas do país observamos a passagem destes veículos de caixa aberta, com uns montes de areia mal tapados por lonas bege. Os grãos de areia voavam em fiozinhos muito ligeiros e quase a conta-gotas, como a água pingaria se fosse essa a mercadoria transportada. Por todo o país, a cena repetia-se: sempre a areia a fugir entre a lona mal presa. Alguém terá perguntado: «Ó Tó! Tu não levas aí muita areia para a tua camioneta?» Ao que o outro terá respondido: «Pá, não! Isto aguenta tudo». Acaba por ser uma versão de viação da expressão gastronómica «tem mais olhos que barriga», estando a primeira no passado, pois a areia já lá está.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-06-08.

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publicado às 08:33

Entrevista a Manuel Mujica Lainez

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

 

 

Absolutamente a ver. Uma maravilha!

 

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publicado às 18:24

Roberto Goyeneche - Naranjo en Flor

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

 

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publicado às 17:30

Edmundo Rivero - La última curda

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

 

 

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publicado às 17:24

Hernán, estás en el YouTube! E estás rebien!

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

 

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publicado às 17:14

Ninho de cucos

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

Não deixa de ser uma sorte que os gatos não tenham memória. Se tivessem, nem que fosse um bocadinho muito, muito pequenino, o Varandas nunca me perdoaria a maldade que lhe fiz há umas semanas, quando decidi que o melhor a fazer depois da tosquia era pespegar com ele no veterinário. Tudo porque me dava imenso jeito, banho e tosquia e médico, tudo no mesmo sítio, uma só deslocação, que egoísta! Portou-se como o santo felino que é, quieto, sem nunca miar, nem manifestar sequer uma vaga impaciência. Termómetros, análises, tudo visto, olhos, dentes, bons dentes, e a desparatização? Como disse? Os comprimidos para os parasitas, há quanto tempo não toma? Parasitas o Varandas? Saberá a senhora doutora veterinária de que animal está a falar? Maneiras! Haja maneiras. Errr... Não me lembro de alguma vez lhe ter dado tal coisa, mas se tem de ser. É melhor, quanto pesa, ah, pesadinho, dois comprimidos inteiros e mais três quartos de um terceiro. Mas, mas. Ao primeiro, o Varandas reagiu com alguma surpresa, mas limitou-se a tentar fugir com a cabeça. Já ao segundo, o bicho transformou-se num puma, mudou de olhar, outra pessoa, nada a ver. Revelou por fim a sua natureza, felizmente, pois começava a duvidar da nobre descendência de honoráveis chitas, pumas, linces, tigres e toda a espécie de gatos de grande porte que não apreciam ser aborrecidos por bípedes primitivos. Ao primeiro quarto do terceiro comprimido, o animal ficou duro como uma pedra e, além do olhar de ódio profundo que me lançou, abriu a boca e mostrou os dentes pontiagudos de serpente. É interessante que depois de horas de gente à volta a chatear, uma pessoa se transforme num animal feroz. Não tem mal nenhum. Até me parece normal. Muito parado rosnou quando ingeriu o segundo quarto e ao terceiro e último bocado de comprimido enfiado pela boca abaixo, o gato já não era puma mas uma cobra muito irritada e pronta a atacar. Assisti à transformação sempre a acenar com a cabeça, sim, tem toda a razão e eu nenhuma, isto não devia ter acontecido, estiquei a corda. Se o Varandas me tentar morder, não vou fugir. Não mordeu porque o mantive fechado no saquinho de transporte. O tempo passou e o bicho voltou ao seu estado habitual, doce e calmo. Gatinho lindo. 

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publicado às 16:37

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 29.06.08

The Mist (uma espécie de piolho enorme, mini-dragóes, moscas com ferrões, umas aranhas muito pequeninas e uma lula gigante aterrorizam na bruma um grupo de inúteis fechado num supermercado; o final é de uma brutalidade estúpida e inútil, mau mas mesmo muito mau). Contre-Enquête (a miúda está viva no caixão, nota-se bem a mãozinha a mexer, assim não dá).

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publicado às 16:16

Um pato que era boa pessoa

por Carla Hilário Quevedo, em 28.06.08

Who’s got the sweetest disposition?

One guess, guess who?

Who never, never starts an argument?

Who never shows a bit of temperament?

Who's never wrong but always right?

Who'd never dream of starting a fight?

Who gets stuck with all the bad luck?

No one but Donald Duck!

 

A canção do Pato Donald pode - e deve! - ser ouvida aqui.

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publicado às 18:10

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