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Metabloggers do it better (76)

por Carla Hilário Quevedo, em 16.06.08

Ah, fadista, fadistinha, fadistíssima!

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publicado às 20:04

Minhas senhoras, por favor

por Carla Hilário Quevedo, em 16.06.08

É certo que os tempos mudaram. Não há outro remédio se não mudarem. A evidência não devia ser motivo de sofrimento. Bastava descontrair e beber um dry martini enquanto se via os tempos a mudar como tem de ser. No entanto, algumas alterações de comportamento não deixam de suscitar perplexidade. Comigo é este gosto desagradável que agora meninas e senhoras parecem ter adquirido pelo futebol. Não consigo perceber, confesso. Sobretudo não entendo o gosto pelo fedor do estádio e a chinfrineira dos adeptos. Pode ser divertido assistir a competições decisivas ou finais, mas sempre na paz do lar e na companhia de família e amigos em que actos de hooliganismo doméstico são permitidos e até bem-vindos. Nesse caso, não será propriamente o gosto pelo jogo que nos motiva, mas a alegria da companhia e da festa. O futebol passa a ser um pretexto. Se pensarmos bem, em tempos aconteceu o contrário: os homens assistiam ao festival da Eurovisão como se lhes interessasse alguma coisa. Mas ir ao estádio? À Suíça? Minhas senhoras, estar lá sentada? Ou de pé, não sei. A gritar pelo Cristiano Ronaldo? Não, não estou preparada para esta mudança mas bebo o dry martini à mesma.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-06-08.

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publicado às 20:02

Negra epifania

por Carla Hilário Quevedo, em 16.06.08

 

A versão de Tim Burton do musical Sweeney Todd de Stephen Sondheim chegou por fim aos clubes de vídeo. As vantagens de assistir a um filme no sossego do lar, com as maravilhas do rewind e a utilidade do fast forward. incluem decorar as letras das canções sublimes e reconhecer pormenores importantes na história, como, por exemplo, o instante em que Sweeney Todd passa de criminoso em busca de vingança a assassino em série. O momento de viragem é breve mas determinante. Anthony Hope, ansioso por contar que Johanna vai fugir com ele, interrompe Sweeney Todd quando a sua lâmina está prestes a cortar mais do que a barba do juiz Turpin. Por causa desta interrupção, o juiz sai e o barbeiro de Fleet Street tem uma epifania: enquanto espera por uma nova oportunidade de acabar com aquele que lhe destruiu a vida, dará uso às suas lâminas noutros clientes porque toda a humanidade merece morrer. A ideia que surge como um raio de sol dá-lhe a força de que precisava. Sweeney Todd percebe o que tem a fazer, e consegue recuperar certa alegria perdida. Se não fosse a personagem secundaríssima, não havia aquela terrível mortandade. Nem empadas.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-06-08.

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publicado às 19:56

Joyce to the World

por Carla Hilário Quevedo, em 16.06.08

 

Hoje é feriado na Irlanda. É Bloomsday

 

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publicado às 11:07