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Dos Modernos

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.08

Charles Rennie Macintosh, Japonica, 1910 

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publicado às 20:29

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.08

Storytelling (mais ou menos; se calhar, tinha demasiadas expectativas). Die Faelscher (péssimo filme, sem nenhuma ironia, bruto, desnecessário; desta vez o lobby judaico de Hollywood não acertou; só se lhe deram o Óscar por causa da música, uma beleza).

 

 

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publicado às 11:06

Madonna - Give It 2 Me

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.08

 

(Logo a terceira faixa do muito fraco Hard Candy - o que me custa escrever isto - é o segundo single do álbum. Apesar do lingrinhas Pharrell, o vídeo revela Madonna no esplendor dos seus 367 anos. Já a canção é boa para as feiras de Agosto e Setembro.)  

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publicado às 10:58

Festival de alta-costura

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.08

 

Duas horas e meia de filme só se justificam se houver um muito bom enredo ou um espantoso guarda-roupa. No caso da longa-metragem de Sexo e a Cidade, a história principal é intensa – Carrie é abandonada no altar por Big – e as histórias paralelas têm interesse: Charlotte engravida quando não parecia possível; Miranda tem um conflito com Steve, que os leva à separação; e Samantha cumpre um voto de fidelidade e engorda uns bons quilos por causa disso. Mas tudo podia ser contado em pouco tempo. Dá-se o caso de este filme ser uma super-produção, em que participam inúmeras marcas de alta-costura. Nem o texto nem as personagens contam tanto como os fabulosos vestidos, sapatos e acessórios usados pelas quatro mulheres. O ritmo quebra depois da cena do casamento e as cenas tornam-se repetitivas – o cão de Samantha, o vizinho de Samantha – mas é preciso perceber que há mais uma série de roupa para mostrar. Há uma cena para cada vestido e não vice-versa. Carrie Bradshaw veste um prodigioso Vivienne Westwood quando é abandonada. E Samantha usa um par de sapatos Giuseppe Zanotti de cair para o lado enquanto espera três horas pelo namorado. Podia ser muito pior.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-06-08.

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publicado às 10:45

Mau perder

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.08

O Tratado de Lisboa, para entrar em vigor, precisa de ser ratificado pelos 27 Estados-membros da União Europeia. Por esta razão, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, certamente influenciado por filmes de acção americanos, desabafou que não existia um Plano B no caso de a Irlanda dizer não ao referendo. Pretenderia comover os irlandeses com esta observação inédita? Pois o não venceu mesmo, com 53,4% dos votos. A Irlanda expressou a sua vontade. Já o mesmo não foi permitido aos 18 Estados-membros que ratificaram o Tratado sem consulta popular. Num breve inquérito à boca das urnas, alguns votantes afirmaram que não compreendiam o documento, por isso o rejeitavam. É um motivo honesto. Uma constituição não é um poema obscuro. Se o texto não é claro para as pessoas que pretende servir – porque a Europa não é constituída pelos governos mas pelos eleitores – tem de ser revisto. No entanto, nos dias seguintes ao referendo, só se ouviu falar da culpa da Irlanda e da necessidade de sair da União Europeia. A consulta popular é óptima quando é favorável à vontade de uns quantos. Muito por causa deste autoritarismo a Irlanda disse que não. E muito bem.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 21-06-08.

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publicado às 10:33