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Pobre Evelyn Waugh (2)

por Carla Hilário Quevedo, em 28.07.08

 

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publicado às 16:40

Pobre Evelyn Waugh

por Carla Hilário Quevedo, em 28.07.08

"Mr. Whishaw, an able enough actor, falls into easy, caricatural indications of alcoholism and homosexuality, trembling and pouting and occasionally pulling himself into an attitude of doomed, fragile nobility. Ms. Atwell, by far the best thing about the film, manages to endow Julia, always the most enigmatic figure in the story, with a credible sense of internal conflict. Julia, like her mother, is headstrong and intelligent but, in large part because of her mother’s baleful influence, radically limited in her choices and chances." Da crítica do The New York Times ao filme Brideshead Revisited, que deve ser muito, muito mau. Mas os livros não têm culpa. E autores como Evelyn Waugh também não.

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publicado às 16:34

Não há cura

por Carla Hilário Quevedo, em 28.07.08

Leonard Cohen ofereceu um espectáculo de três horas ao público português. Desdobrando-se numa coreografia de vénias e agradecimentos sucessivos às pessoas em palco, o cantor foi de uma generosidade superior. Não terá sido a primeira vez que fez isto. Como compositor, ou melhor como poeta, tem um respeito enorme pelos músicos que o acompanham, como o «impecável Neil Larsen», e pelas belíssimas vozes da «incomparável Sharon Robinson» e das «sublimes irmãs Webb». Foi provavelmente o concerto a que assisti na minha vida em que havia mais gente da faixa etária dos meus pais. A média de idades dos presentes dava uma frescura desnecessária aos 74 anos do Grande Leonard. Senti uma leve ciumeira por causa disso. Ali estavam adolescentes que cresceram a ouvir as canções de Cohen e também de Bob Dylan, que luxo. Tiveram um privilégio que, infelizmente, não tive. Conheci Leonard Cohen tarde, mas não demasiado. O suficiente para ainda me comover com as suas canções e as saber de cor e salteado. Como se fosse pouco, tive a felicidade de o ter visto doce e jovial, a saltitar nas poucas ocasiões em que saiu do palco naquela noite inesquecível em Algés.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-07-08.

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publicado às 09:46

Alerta vermelho

por Carla Hilário Quevedo, em 28.07.08

A pergunta no cabeçalho do blogue Lisboa S.O.S. dá o mote: «É esta a cidade onde quer viver?» Seguem-se registos fotográficos de estradas sem destino nem saída, prédios degradados, lixo em todo o lado menos dentro do caixote, estátuas decapitadas, graffiti que arruinaram magníficas fachadas e bairros antigos (a série de fotografias do Bairro Alto deprime a criatura mais apática), e árvores que crescem em locais inusitados. Depois desta mostra de destruição de uma das cidades mais bonitas da Europa, mesmo os conhecedores dos problemas da cidade (todos os que andam na rua com os olhos minimamente abertos) desanimam. No blogue somos informados de que queixas e denúncias sobre o estado de degradação da cidade podem ser feitas à Câmara Municipal de Lisboa através do e-mail do munícipe. O Lisboa S.O.S. promete divulgar os casos denunciados e entretanto resolvidos. Parece ter havido até agora apenas dois casos em que tal aconteceu, e na sequência de fotografias apresentadas no blogue. Curiosamente, trata-se um blogue muito bonito, bem feito, organizado e harmonioso, com títulos sarcásticos e bem-humorados. Um óptimo exemplo de intervenção cívica.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-07-08.

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publicado às 09:37