Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Dentes de leite

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

Ilustração de William Wallace Denslow

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:32

Obama não responde bem a provocações

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

 

Em suma, um chato. Mas parece que McCain anda a dar tiros no pé...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:04

Um bom homem

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

(Koehler's Medicinal Plants, 1887) O Senhor Comandante da Zona Marítima do Sul, Reis Águas, depois de ter proibido as massagens na praia (e muito bem, diga-se de passagem! mas que pouca-vergonha vem a ser esta?), resolveu proibir a distribuição de maçãs nas praias do Algarve (via Meditação na Pastelaria) para evitar caroços espalhados pelo areal, sujidade e porcarias do género. Qual maçãs qual carapuça! Vão mas é trabalhar! Someone is really, really bored this summer...

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:57

Por falar em Kim Basinger...

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:32

Só Heath Ledger interessa

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

 

Duas horas e quarenta minutos de filme pode ser uma informação menor para o público espectador das salas de cinema em geral e para cinéfilos em particular. Para mim, que não sou nem uma coisa e ainda menos a outra, é determinante. Só arrisco a comprar o bilhete quando a razão é muito boa. E Heath Ledger era uma muito boa razão. Confirmei o que era uma intuição: é provável que não seja o melhor Joker de sempre mas só porque a personagem original não está à altura. O Joker de Ledger é um pirómano descontraído, um psicopata que destrói sem objectivo nem ambição. Acaba por não ser muito diferente de Anton Chigurh, o assassino temível de Este país não é para velhos, embora dê um bocadinho mais nas vistas pois pinta a cara e tem cicatrizes. Heath Ledger é um Joker excepcional, mas não compensa o tempo gasto numa sala com gente a falar ao telemóvel (haja paciência) enquanto assiste a um jogo de vídeo a que se convencionou chamar «filme», em que uma rapariga feia, estranhamente desejada pelos dois heróis (saudades de Kim Basinger!), um Batman chocho, agentes policiais e um Mayor canastrão vão passando níveis de dificuldade. Para ver em fast-forward em casa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 2-08-08.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 08:02

Dores de cabeça

por Carla Hilário Quevedo, em 05.08.08

Interessado no diagnóstico mas sobretudo na cura das doenças, Cornélio Celso, no livro quarto do seu tratado de medicina (ca. inícios do século I), discorre sobre como acabar com as dores de cabeça – em grego, cefaleias. Uma vez reconhecida a causa, os tratamentos variavam. Interessava saber a intensidade da dor. Se fosse muito, muito forte, havia que rapar o cabelo todo e tentar perceber se deitando água fria ou quente sobre a cabeça o paciente reagia melhor a uma coisa ou à outra. O tratamento não era feito a partir do diagnóstico mas a partir do resultado de experiências. Os argumentistas de House ter-se-ão inspirado em Celso? Seja como for, os curativos eram baratíssimos: esponjas embebidas em óleos e emplastros quentes ou em água e sal, consoante a reacção do paciente às diferentes temperaturas. Mas para as dores crónicas, Celso recomenda que se espirre, que se gargareje muito e que não se coma nem beba nada a não ser água e pouca (De Medicina, IV, 2. 6-8). Jejum e uma purga que implica deitar sangue pelo nariz parecem métodos selvagens para nós que temos pastilhas à mão. A vida já foi mais dura e talvez por isso menos alienada.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 2-08-08.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 07:57