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Rádio Blogue: Criminalidade violenta

por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.08

Os órgãos de comunicação social divulgaram um aumento de 20 por cento dos crimes violentos e graves no país. Mas agora Leonel de Carvalho, director do Gabinete Coordenador de Segurança, vem afirmar que “o aumento foi superior aos 10 por cento, ficando muito aquém dos 20 por cento”. Em que é que ficamos? Ou melhor: um aumento dos crimes violentos, seja qual for, não deve ser motivo de preocupação? Leonel de Carvalho revelou ainda à RTP que “o aumento da criminalidade violenta se reporta sobretudo a assaltos a bancos, a carros e postos de combustível”. Ou seja, é um risco levantar um cheque, ter um carro vistoso e, ainda por cima, abastecer o depósito. Desde que fiquemos fechados a sete chaves em casa, está tudo bem. Embora não para todos. Mulheres casadas com homens que as espancam, e que acabam por matar, não estão a salvo em lado nenhum. Muito menos na sua própria casa. Não serão estes crimes da maior violência e brutalidade? Os números não deixam lugar a dúvidas nem a interpretações: trinta e duas mulheres vítimas de violência doméstica morreram até ao final de Agosto. Temos trinta e dois cadáveres, portanto. As autoridades preocupam-se mais em proteger a propriedade do que as vítimas? Como deviam ser tratados ambos os casos?

 

Publicado hoje no Meia-Hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 4, às 17h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta-feira, às 10h40, e no domingo, às 14h10.

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publicado às 18:32

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por Carla Hilário Quevedo, em 01.09.08

They came first for the Communists,

and I didn't speak up because I wasn't a Communist.

 

Then they came for the Jews,

and I didn't speak up because I wasn't a Jew.

 

Then they came for the trade unionists,

and I didn't speak up because I wasn't a trade unionist.

 

Then they came for the Catholics,

and I didn't speak up because I was a Protestant

 

Then they came for me,

and by that time no one was left to speak up.

 

Pastor Martin Niemöller

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publicado às 15:18