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Tom Waits - I Don't Want To Grow Up

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.08

 

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publicado às 17:57

Iggy Pop - Lust For Life

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.08

 

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publicado às 17:50

Sex Pistols - Pretty Vacant

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.08

 

 

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publicado às 17:47

Julio Sosa a cantar Cambalache, um tango sempre actual

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.08

 

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publicado às 15:44

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 07.09.08

Marilyn Monroe

 

... quero acrescentar algumas explicações ao post de ontem. Primeiro que a vida privada dos outros não me interessa rigorosamente nada. Mas a vida privada dos políticos, sobretudo daqueles que têm poder de decisão, não está completamente dissociada da sua vida pública. Pensemos em dois exemplos: seria possível confiar numa ministra que contasse com uma lista de abortos no seu passado, ou presente, e que se apresentasse como católica e contra o aborto? Seria possível confiar num governador que prega um discurso contra a prostituição e que depois se faz acompanhar por umas meninas, como aconteceu recentemente nos Estados Unidos? É importante conhecermos estas informações sobre as pessoas que governam. Não por apresentarem simples incoerências entre o que dizem e o que fazem (e as pessoas, coitadas, já se sabe que são muito incoerentes...), mas porque estas pessoas, que, repito, têm poder de decisão, ou não se conhecem a elas próprias - e, por isso, não têm credibilidade - ou querem viver à custa da mentira - o que eticamente tem muito que se lhe diga. Estes exemplos aplicados a cidadãos comuns não são tão decisivos. A maioria das pessoas não se preocupa com a verdade, muito menos sobre si próprio. Isso é lá com elas. Podemos ser ou não amigas dessas pessoas, só isso. Mas, enfim, depois temos aquele provérbio - um pouco duro, como todos os provérbios - "diz-me com qum andas, dir-te-ei quem és". Já para mandar, sinceramente, era só o que nos faltava aturar gente que prega o que não pratica. Quanto à vida privada dos outros - que só interessa aos próprios -, devo dizer que até um certo ponto, percebo a curiosidade alheia e não vejo nada de mal nisso. Mas também sei que gente bisbilhoteira, linguaruda e com imaginação não falta por aí. A teoria de que não têm vida própria é correcta. Essas pessoas precisam de falar e o problema é que não têm assunto. O seu assunto - que noutra pessoa, enfim, saudável, passaria por interesses próprios ou por alegrias e angústias - passa a ser a vida alheia, de gente que conhecem ou não. Aquela que não vivem e da qual na verdade nada sabem, mas de que se apoderam, fingindo ser sua, por vezes, muito intensamente, durante anos e anos. Sem isso, a solidão destas pessoas seria ainda mais insuportável do que já é.

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publicado às 10:05