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Irredutível

por Carla Hilário Quevedo, em 09.09.08

Li esta história no El País. Isabel Miranda, professora de 58 anos, mexicana, tinha um filho com trinta anos que foi sequestrado em 2005. A Polícia ignorou o desaparecimento, tal o número de casos semelhantes por resolver no país. Isabel deixou o trabalho e com a ajuda dos irmãos, sobrinhos e cunhados, começou a investigar. Primeiro, descobriu Hilda González, a rapariga usada como isco no rapto do filho. Em seguida, mandou o marido e a filha para o estrangeiro para não ter mais problemas. Entretanto, os sequestradores enviaram uma fotografia do filho e exigiram um resgate de 950 mil pesos. Isabel encontrou provas de que se tratava de um sequestro que correu mal, conseguindo por fim ajuda policial. No entanto, foi a própria Isabel que, com a ajuda do irmão, capturou o autor do crime: o namorado de Hilda. Isabel infiltrou-se ainda no grupo dos cúmplices, fazendo-se passar por secretária de uma empresa que pretendia contratar os seus serviços. Capturou mais quatro criminosos. Só falta apanhar um. Quanto ao filho, descobriu que foi morto no dia do sequestro e que o corpo foi esquartejado. Parece um filme mas não é. Toda a minha admiração para Isabel Miranda.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-08-08.

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publicado às 08:02

Quem vai mandar

por Carla Hilário Quevedo, em 09.09.08

A Governadora do Alasca, Sarah Palin, tem convicções, não tem medo nenhum de as exprimir e é bonita. Ou seja, é um pesadelo para qualquer homem, quer de esquerda quer de direita. No entanto, de acordo com sondagens recentes, é o público feminino que menos parece apreciar esta conservadora mãe de cinco filhos e jovem avó. São os homens que se expressam a favor da sua eleição, curiosamente. Ou talvez nem tanto. Sarah Palin é contra a liberalização do aborto (faz parte do grupo anti-aborto chamado Feministas Pró-Vida), é contra os casamentos dos homossexuais, é membro da National Rifle Association, por isso a favor do porte pessoal de armas de fogo, e defende a pena de morte. John McCain, ao fazer esta escolha de parceira – muito interessante, no meu entender – para concorrer à Presidência dos Estados Unidos radicaliza o discurso, o que pode não beneficiar a eleição. Quanto mais radical, mais longe do poder. Mas pode ser que os americanos cansados das máximas estafadas de Barack Obama se decidam a favor da dupla republicana. Se tal acontecer, a muito rápida Sarah Palin vai mandar em McCain e no país. Ou talvez se canse da vice-presidência seis meses depois de chegar ao gabinete.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 6-08-08.

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publicado às 08:00