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Shana tova

por Carla Hilário Quevedo, em 30.09.08

א בְּעֶשְׂרִים וְחָמֵשׁ שָׁנָה לְגָלוּתֵנוּ בְּרֹאשׁ הַשָּׁנָה בֶּעָשׂוֹר לַחֹדֶשׁ, בְּאַרְבַּע

עֶשְׂרֵה שָׁנָה, אַחַר, אֲשֶׁר הֻכְּתָה הָעִיר-בְּעֶצֶם הַיּוֹם הַזֶּה, הָיְתָה עָלַי

יַד-יְהוָה, וַיָּבֵא אֹתִי, שָׁמָּה. Daqui.

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publicado às 11:14

Ai, que coisinha mais linda

por Carla Hilário Quevedo, em 30.09.08

Não sendo especialista em felinologia, tenho esta ideia certamente acertada de que existe um único intuito na produção em laboratório de várias raças de gatos: o de obrigar os adultos mais sisudos a fazer figuras ridículas enquanto agudamente guincham «ai, que coisinha mais linda!». Aconteceu com os franceses azulados Chartreux – em inglês: British Shorthair – uns espécimes felinos do mais belo que há no planeta. Voltou a acontecer com os gatos persas. Esta mistura cómica de focinho de frigideira, pêlo de Rapunzel e grandes olhos semicerrados encanta qualquer pessoa decente. «Ai, que coisinha mais linda», pois claro. Estavam os níveis de ridículo mais que estabelecidos quando subitamente um amigo dos animais com ânimo de Dr. Bunsen Honeydew resolveu fechar um chartreux e um persa num quarto de hotel de cinco estrelas. Passado um tempo… razoável para misturas e ainda mais misturas – nem sempre uma vez e um quarto são suficientes – apareceu o bichano mais espantosamente fabuloso do planeta. Estou a falar do gato exótico de pêlo curto – em inglês e para pesquisar no Google Images: Exotic Shorthair Cat. Subindo um degrau na escadaria dos comentários que arruínam qualquer boa reputação: «Ai, que a coisinha mais linda é esta agora!».

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 27-09-08.

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publicado às 07:10

Em Espanha eram «mille e tre»

por Carla Hilário Quevedo, em 30.09.08

 

Marco António Costa, líder da distrital do PSD/Porto, lançou um apelo desesperado às mulheres deste país. São precisas três mil para preencher as quotas definidas para as listas a apresentar nas três eleições de 2009. Ora, o PSD/Porto tem um problema grave entre mãos. Segundo o resumo de duas linhas de um estudo que li recentemente, as mulheres inibem-se em ambientes competitivos, daí o campo selvagem da política não lhes interessar para nada. É capaz de ser, é. Mas também podem ser… gases? Ou uma espécie de tédio irrefreável, não sei. Seja como for, três mil são imensas, mesmo para quem – como eu – não é contra as quotas. É que não vejo diferença entre um homem imbecil e uma mulher estúpida. Nem percebo porque é que uma mulher, para ocupar certos cargos de poder, tem de ser imaculadamente íntegra. É altura de acabar com a ideia de que as raparigas têm de ser excepcionais para singrarem numa área mais extravagante. Que sejam igualmente más, pronto. Mas voltando à dificuldade, mesmo com a fasquia em baixo: as mulheres parecem não querer participar na vida partidária. Pois os cavalheiros que se esforcem mais. Enviem umas flores, que diabo. É preciso dizer tudo?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 27-09-08.

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publicado às 07:02