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Estimada f.

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.08

Estou em recolhimento no Século I mas conto voltar a Lisboa na sexta-feira à tarde, altura em que vamos poder trocar ideias a respeito da memória e de questões como ver e rever fotografias antigas (um pesadelo recente). Até lá, votos de excelentes jugulares.

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publicado às 13:56

Guarda-roupa vegetariano

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.08

Da vasta gama de produtos à nossa disposição no mercado e livres de algo que nos causaria um dano irreversível – sugar-free, cafeine-free, smoking-free, etc. – surgem os itens de vestuário menos naturais da história da humanidade: as blusas vegetarianas, as calças orgânicas, os sapatos vegan. O tempo em que matávamos gado bovino ou caprino ou ovino para fazer blusões de cabedal ou camisolões de lã está a chegar ao fim. Cada vez mais designers rejeitam o uso de peles de bichos nas suas criações de moda porque milhões de animais são mortos de forma brutal, sobretudo na China e na Índia. No site da PETA foram denunciados casos de barbárie como os das tosquias que na verdade são mutilações das ovelhas australianas. Mais consenso na defesa dos direitos dos animais e a condenação de alguns estilistas originaram outras possibilidades de vestuário e calçado sem ser preciso fazer mal a nenhum bicho. Stella MacCartney, Marc Bower ou Ralph Lauren aderiram à tendência e a actriz Natalie Portman desenhou a sua primeira colecção de calçado vegan para a Té Casan. Os sapatos são chochos. Mas é só o começo de uma nova indústria por fim livre da crueldade com os animais.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-10-08.

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publicado às 13:32

É dos fingidos que elas gostam mais

por Carla Hilário Quevedo, em 21.10.08

Segundo um artigo publicado no Times Online, os homens estão a passar por mau momento da sua existência no planeta. A acompanhá-los têm as mulheres. Também elas parecem viver uma fase de grande debilidade. Mais precisamente aquela em que qualquer indício de masculinidade é mal vista e de imediato recusada. Na selva dos encontros amorosos online não há lugar para os machos com ideias esquisitas, como dar o clássico beijo na primeira despedida. A pergunta «posso dar um beijo» dá direito a que a rapariga fuja a sete pés para nunca mais ser vista. Dar o beijo sem se fazer anunciar não é diferente de um crime sexual, pelo que é estritamente proibido neste mundo peculiar do online dating. A lista do que os homens não podem fazer num encontro é longa: não podem fazer milhares de coisas e não podem dizer milhões de frases. Com a vida muito dificultada, resta ao macho alfa vestir-se com pele de cordeiro. Ou seja, fica com a rapariga aquele que melhor se fizer de coitadinho. A auto-depreciação e a falsa humildade são qualidades apreciadas pelas participantes no jezebel.com. Nenhuma quer jantar com um homem bem sucedido. A menos que faça de conta que é um completo fracasso.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-10-08.

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publicado às 13:26