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"You could kick away your faults"

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

 

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publicado às 14:40

Suposições reveladoras de fantasias

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

"More than ten years ago, at a time when the findings and hypothesis of psycho-analysis were known to only a few people, the following events were reported to me from a trustworthy source. A girl, who was the daughter of a medical man, fell ill of hysteria with local symptoms. Her father denied that it was hysteria and arranged for various somatic treatments to be initiated, which brought little improvement. One day a woman friend of the patient's said to her: 'Have you ever thought of consulting Dr. F.?' To which the patient replied: 'What good would that be? I know he'd say to me: 'Have you ever had the idea of having sexual intercourse with your father?' - It seems unnecessary for me to say explicitly that it has never been my practice and is not my practice to-day to ask such questions. But it is worth remarking that much of what patients report of the words and actions of their physicians may be understood as revelations of their own pathogenic phantasies."

 

Sigmund Freud, "The Instances of Pathogenic Phantasies Revealed by the Patients Themselves", The Standard Edition of the Complete Works of Sigmund Freud, volume XI, pp. 236-7.

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publicado às 14:37

"Mi hermano es un marciano"

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

 

Via Avatares de um Desejo.

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publicado às 14:32

Com licença

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

A conversa que está aqui a acontecer, a propósito de um comentário do Tiago Cavaco, é tão séria, profunda e realmente interessante que vou querer intervir. Mas como explico, sem entristecer ninguém, que as pessoas com um sentido de humor apurado são muito sérias? Como desenvolvo que uma piada é uma forma de nos relacionarmos pacificamente uns com os outros? Como confirmo que ridicularizar alguém, por exemplo, pode ser uma forma de não a odiar por completo? Como argumento que as pessoas que mais se ofendem são muitas vezes as menos tolerantes e as mais manipuladoras? Uma graça (sobretudo com graça, é certo) melhora a vida neste mundo intolerante e violento. Não tenhamos medo de entristecer ninguém. Até porque na grande maioria dos casos, essa tristeza, quando de facto acontece, tem pouco que ver com os autores das piadas. Não responsabilizemos os outros pelas nossas fragilidades (agora do outro lado). Aceitemo-las, simplesmente. Com um bocado de sorte, aprendemos a viver melhor com aquilo que somos. Nesse sentido, estou de acordo com o maradona quando diz que as piadas servem para pensar. Quando vejo uma possibilidade de fazer uma piada engraçada, arrisco e depois logo vejo. É certo, no entanto, que tento não me meter com pessoas que sei que vão levar a mal. Mas isto por um motivo tão horrível que tenho vergonha de admitir.

 

Destaco agora a parte final do comentário do maradona: "O Tiago Cavaco recolhe uma piada sempre que ela pode "entristecer" alguém. Faz como eu e, penso, como quase toda a gente. O que eu digo é que essa regra samaritana pode nem sempre ser do interesse de quem tentamos não "entristecer": por vezes, muitas vezes, eu diria sempre, o humor faz pensar, e pensar "adianta" invariavelmente as cenas, as merdas, as coisas. Acredito, talvez demasiado piamente, que o único ambiente propicio a uma piada é à solta. Se não puder ser agora, já, neste preciso momento, que venha mais tarde, mas que venha sempre. Tem é que ser boa, a piada; e quanto mais pessoas tristes tornar, melhor tem que ser, a bicha. Mas, reunidas que estejam essas condições (profunda, impossivelmente subjectivas, com se disse), "adianta" sempre. Sempre. Às vezes, em momentos que mais não são que milagres, "adianta" tanto que não é preciso dizer mais nada." E, por hoje, não preciso de ler mais nada.

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publicado às 11:28

Bomba-correio

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

A Maria João enviou-me este YouTube lindo com um gato super-maricas, muito obrigada! Miu?

 

 

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publicado às 11:25

O Senado não é para amigos

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

Colin Powell parecia ter todas as razões do mundo para não apoiar Barack Obama. Amigo de John McCain há 25 anos, republicano, colaborador importante de Bush pai e Secretário de Estado de Bush filho, ainda que nunca tivesse morrido de amores pelo actual Presidente (um pormenor que o aproximava mais de McCain), Powell (e não é um detalhe de menor importância) tinha contribuído monetariamente para a campanha do amigo. No entanto, deu o seu apoio a Barack Obama. E fê-lo sem equívocos, desferindo assim um duro golpe na campanha do candidato republicano. Mais do que dar uma justificação política para a sua escolha, Powell explicou com clareza que após um estudo exaustivo de ambos os candidatos, e admitindo que embora McCain seja um republicano competente, que governaria com eficiência, acrescentou que «chegou a hora de uma nova geração de políticos entrar em cena». Afirmou ainda que detestou a campanha negativa feita pelo amigo nas últimas semanas. A omissão de qualquer alusão à presença de Sarah Palin no ticket republicano faz-me suspeitar que não morreria de amores pela hockey mom. A vida no Senado é assim. Mesmo os amigos há 25 anos não são para as ocasiões.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-10-08

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publicado às 11:20

Competente e descarada

por Carla Hilário Quevedo, em 28.10.08

Quando John McCain escolheu Sarah Palin como sua vice-presidente, recebi a notícia com entusiasmo. Apesar das ideias muito radicais e da falta de jeito para lidar com a imprensa, pareceu-me ver uma grande firmeza na Governadora do Alasca, o que me agradou. Quando há determinação, pode haver melhoria. Pois quem não sabe, aprende, não é assim? Mas o debate com Joe Biden esfriou o meu interesse pela republicana. Palin foi fraca no discurso, vaga nas ideias, péssima nas respostas. As expectativas eram tão baixas que todos os comentadores a elogiaram. Mas quem como eu esperava melhor, ficou defraudado. Estava prestes a largar de vez a vice de McCain, quando numa jogada inesperada, Palin aceitou participar no Saturday Night Live, um dos programas com mais audiência nos Estados Unidos da América. A actriz e comediante Tina Fey, que tem ridicularizado Palin de forma brilhante, deu-lhe o lugar numa conferência de imprensa encenada e a candidata apresentou o programa. Ora, uma rapariga do Alasca, nada mundana, vai a Nova Iorque a um programa hostil, onde é satirizada há meses, visto por milhões de pessoas, e ainda julgam que não é capaz de lidar com Vladimir Putin? You go, girl!

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 25-10-08

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publicado às 11:05