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Rádio Blogue: Claques de futebol

por Carla Hilário Quevedo, em 21.11.08

Dois membros da claque do Benfica No Name Boys ficaram em prisão preventiva por suspeitas de tráfico de droga, posse de armas, agressões, fogo posto e actividade criminosa, elevando para seis o número de arguidos no mesmo processo. Segundo informa a PSP, a droga apreendida era utilizada para financiar as actividades deste grupo: para pagar os ingressos nos jogos e deslocações para acompanhar o clube de futebol. O conflito evidente neste caso parece acontecer entre mundos que julgávamos incompatíveis: crime e desporto. Mas todas as ideias bem-intencionadas a respeito da prática desportiva mantêm-se, creio eu, inalteradas. Afinal, torcer aos gritos pelos que competem no campo é uma actividade física bem diferente da praticada pelos jogadores de futebol. No entanto, adeptos violentos e claques com propósitos ilícitos são uma realidade comum ao futebol em particular. Por ser um desporto das massas é natural que se encontre de tudo nas claques, nomeadamente criminosos, ou é o próprio desporto que estimula uma versão deturpada da competição, que se assemelha mais a uma batalha do que a um jogo? Um membro de uma claque é um criminoso em potência? Ou todas as claques são organizações que incitam à violência e ao crime?

 

Publicado hoje no Meia-hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 27, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 28, às 10h30.

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publicado às 16:07

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 21.11.08

Mary-Louise Parker

 

... a nossa super-heroína Nancy Botwin cometeu um erro e com isso subiu imensamente na minha consideração: precipitou-se e foi contar à polícia que havia um túnel naquela loja de artigos pré-mamã pelo qual pasavam drogas duras, armas e raparigas. Já era muita coisa. Não era aceitável. E o menos suportável era a questão das raparigas passadas de um lado para o outro, de meter nojo, de dar volta a qualquer estômago decente. O erro consistiu em não ter esperado um dia, porque o boss mexicano acabou depressa com aquilo. Mas claro que a precipitação era necessária para efeitos de argumento. De outra forma como podia Nancy Botwin livrar-se mais uma vez da morte certa, e agora jogando a bela cartada da ecografia? Give a little time for the child within you... 

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publicado às 12:34