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Estado em que se encontra este blogue

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

Carole Lombard

 

Até logo!

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publicado às 09:27

Uma nova dependência

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

O Comida de Santo, mais do que um óptimo restaurante, é uma certeza. Além das suas qualidades gastronómicas indiscutíveis, sabemos, por exemplo, que está sempre aberto e que somos sempre atendidos como se fizéssemos parte de uma confraria selecta. São bem conhecidos os pratos que se mantêm perfeitos clássicos com a passagem das décadas: a picanha fatiada e a feijoada à brasileira. O menu, aliás, permaneceu intocável durante anos. Esta decisão nunca foi questionada pelos clientes assíduos, que nunca protestaram nem se queixaram. Para quê se tudo era exactamente como queríamos? Mas há pouco tempo, o Tozé Pinto Coelho e a sua mulher, a Flor, perturbaram a clientela e os amigos com a introdução de novos pratos, todos excelentes. Um deles, no entanto, depressa se tornou um must eat: o escondidinho de carne do sol. Trata-se de uma espécie de empadão de carne mas feito com puré de mandioca e carne do sol. A carne é seca com sal, seguindo um método muito parecido ao que usamos com o bacalhau. Esta delícia brasileira é uma loucura, viu? É isso aí! Aconselho prudência na ingestão deste milagre da cozinha. É altamente aditivo e pode causar escondidinho-dependência.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-12-08.

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publicado às 09:25

Joe Tex - I Gotcha

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

 

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publicado às 09:24

Liza Minnelli - I Gotcha (coreografia de Bob Fosse)

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

 

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publicado às 09:23

Beyoncé & Fosse

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

 

Numa recente entrevista televisiva, Beyoncé Knowles contou que, ao ver no YouTube uma coreografia de Bob Fosse, se inspirou para o vídeo do seu novo tema Single Ladies. Enquanto os idiotas gritam «copiona!», os fãs da cantora aplaudem a justa homenagem. Basta comparar as duas coreografias para perceber como a de Bob Fosse é de uma sobriedade fina por que poucos hoje em dia se interessam. Em Single Ladies, além de alguns movimentos inspirados em Fosse, vemos três mulheres a dançar, e aqui, infelizmente, acabam as coincidências. A dança da cantora e das duas bailarinas que a acompanham é exibicionista mas demasiado bruta e trapalhona. Os passos deixam de ser concisos e apressados, interrompidos com graciosidade como na coreografia de Bob Fosse, para se tornarem forçados e sem graça. A canção – uma espécie de apelo pacóvio ao casamento – é mais irrelevante do que o reportório habitual de Beyoncé, mas o vídeo tem o mérito de lembrar um dos maiores coreógrafos de sempre. A partir de Single Ladies, passemos ao lendário Cabaret com Liza Minnelli. E às muitas versões de Nowadays e Hot Honey Rag, de Chicago. A ver na arca do tesouro YouTube.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-12-08.

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publicado às 09:05

Bons ladrões

por Carla Hilário Quevedo, em 16.12.08

Se pensarmos no assunto, nenhum crime de nenhum tipo é bom. Nem os crimes primorosamente executados – como, por exemplo, o grande assalto ao comboio que celebrizou Ronnie Biggs – devem ser elogiados só porque não houve feridos nem mortos. Contudo, sempre que é noticiado um assalto espectacular, a maioria simpatiza com os assaltantes e compreende. Aconteceu há pouco com o assalto à lendária ourivesaria Harry Winston, em plena Avenue Montaigne, em Paris. Jóias preciosas e únicas no mundo no valor de 80 milhões de euros foram roubadas com toda a serenidade. Mal ouvi a notícia, não contive um sorriso de cumplicidade. Mais tarde, numa mini-sondagem entre amigos, percebi que todos sorriram. Depois do trejeito conivente com os cérebros do roubo chique, a veia da repressão latejou e o medo de uma criança de quatro anos num sítio às escuras apoderou-se de mim. E se derretem aquelas obras-primas para fazer umas tristes barras de ouro? E se separam os diamantes dos anéis a que pertencem? Afastei os maus pensamentos e detive-me na notícia. Segundo a brigada francesa de repressão do banditismo, estes ladrões sofisticados são «grandes profissionais». Até a polícia os admira.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 13-12-08.

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publicado às 09:03