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Por express-blog

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

Talvez já tenha esta biografia da diva Zarah Leander, mas fica a intenção de presente para o Miguel, que tem vivido uma experiência única na Tailândia. E o modo intenso e dedicado como a tem vivido é comovente. Obrigada pela partilha! Gosto especialmente do seu entusiasmo e empenho em aprender aquela língua dificílima. Bravo!

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publicado às 12:23

Apelido: Plutarco

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

 

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publicado às 12:20

O pequeno Hans

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

"When Hans was four years old we moved into a new flat. A door led out of the kitchen on to a balcony, from which one could see into a flat on the opposite side of the courtyard. In this flat Hans discovered a little girl of about seven or eight. He would sit on the step leading on to the balcony so as to admire her, and would stop there for hours on end. At four o'clock in the afternoon in particular, when the little girl came home from school, he was not kept in the room, and nothing could induce him to abandon his post of observation. Once, when the little girl failed to make her appearance at the window at her usual hour, Hans grew quite restless, and kept pestering the servants with questions - When's the little girl coming? Where's the little girl? and so on. When she did appear at last, he was quite blissful and never took his eyes off the flat opposite. The violence with which this 'long-range love' came over him is to be explained by his having no playmates of either sex. Spending a good deal of time with other children clearly forms part of a child's normal development."

 

Sigmund Freud, "Analysis of a Phobia in a Five Year Old Boy, Two Case Histories: 'Little Hans' and the 'Rat Man', The Standard Edition of the Complete Psychological Works of Sigmund Freud, vol. X, translated and edited by James Strachey (in collaboration with Anna Freud), London: Vintage, 2001, pp. 15-16.

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publicado às 12:17

Dentes de leite

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

 

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publicado às 12:14

Um passo em frente

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

 

São já bem conhecidas as imagens do lançamento do sapato a George W. Bush durante a conferência de imprensa em Bagdade. Um repórter iraquiano insultou o ainda Presidente dos Estados Unidos chamando-lhe «cão» e atirando-lhe o par de sapatos. Bush esquivou-se, provando ter excelentes reflexos. Curioso neste acontecimento insólito é o facto de todos os serviços noticiosos terem explicado que atirar os sapatos a outra pessoa é um dos maiores insultos no mundo árabe. Como se fosse preciso ser árabe para perceber que atirar coisas à cabeça alheia não é uma prova de amor. Mais interessante ainda é que atirar um sapato e acertar na cara do desgraçado pode ser considerado uma agressão em qualquer parte do mundo. Muntazer al Zaidi (assim se chama o atirador) é um herói nacional. O canal de televisão onde trabalha exigiu a sua libertação. Todos elogiam a sua coragem. Entretanto, registaram-se incidentes com patrulhas americanas atingidas por sapatos atirados por outros iraquianos indignados. Num país onde abundam bombistas suicidas, o lançamento do sapato representa um passo em frente na relação com os E.U.A. e uma vitória da democracia ocidental.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-12-08.

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publicado às 09:41

Vício compreensível

por Carla Hilário Quevedo, em 23.12.08

Não deve ser fácil ser palestiniano. E viver na Faixa de Gaza também não deve ser pêra doce. Lembro que esta região dominada pelo Hamas, além de estar em guerra permanente contra Israel, também não se dá nada bem com o governo da Fatah, apesar de esta, por sua vez, não ser amiga de Israel. No meio desta salada há palestinianos a residir em Gaza que só querem viver em paz e sossego. O jornal israelita Haaretz descobriu que há um medicamento muito na moda entre os civis naquele território. Trata-se do Tramadol, um opiáceo que está a ser medicado como analgésico. Esta droga é uma espécie de parente longínquo da morfina e da heroína. Os principais efeitos secundários são uma ligeira euforia e boa disposição, algo que não deve sobrar entre os residentes na Faixa de Gaza. Barata e de fácil acesso, deve ser irresistível para quem vive sob uma pressão daquelas. É usada como droga recreativa e, segundo parece, é mais bem vista do que o tradicional haxixe. Cria dependência, mas esse não é com certeza o problema prioritário na conturbada região do globo. «O mais importante é evitar que pensemos em demasia», afirmou um consumidor regular do Tramadol. Claro.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 20-12-08.

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publicado às 09:39