Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Rádio Blogue: Amor eterno

por Carla Hilário Quevedo, em 09.01.09

Cientistas norte-americanos resolveram finalmente dedicar-se a um tema inteligível: o amor eterno. A equipa da Universidade Stony Brook, de Nova Iorque, não descobriu o que leva alguns casais a manter a intensidade na paixão durante anos a fio, mas foi capaz de isolar um grupo reduzido de seres humanos que, estando juntos há mais de vinte anos, se comportam como se tivessem acabado de se apaixonar. Por isso, já sabe: se estiver casado há mais de vinte anos e quiser ter uma prova documental da fogosidade da sua paixão, vá até Nova Iorque e deixe que lhe façam uma ressonância magnética enquanto vê fotografias do cônjuge. O "fogo que arde sem se ver" celebrado por Camões parece que afinal é bem visível do outro lado do Atlântico. O estudo contraria a ideia de que a paixão vai diminuindo ao longo do tempo até ambos chegarem ao dia do tédio absoluto e total. Pelo contrário, os casais capazes de viver uma paixão duradoura nunca se aborrecem. A estes espécimes humanos os cientistas chamaram cisnes, porque são animais monogâmicos. Manter uma relação amorosa toda a vida é uma preocupação nos nossos dias? Visto que não há receitas para a longevidade conjugal, o que valoriza acima de tudo num parceiro? O amor é assim tão irracional como o pintam?

 

Publicado hoje no Meia-hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 15, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 16, às 10h30.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:03

Bomba de Ouro

por Carla Hilário Quevedo, em 09.01.09

Para a pergunta da Helena: Amiguistas como dantes?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:43

Diferenças fundamentais

por Carla Hilário Quevedo, em 09.01.09

O amiguismo e a amizade estão muito longe de ser sinónimos. Sendo um estado que beneficia ambas as partes porque é intrinsecamente bom (aprendi com Aristóteles), a amizade dispensa a utilidade. O amiguismo - um neologismo que apareceu pelos blogues, e muito bem devo dizer - vive apenas do que é útil e por isso não sobrevive por si. Há que distinguir o amigo do amiguista - que, por sua vez, é diferente do amigo da onça. Cada caso com o seu nome.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:51

PPM

por Carla Hilário Quevedo, em 09.01.09

Quando a Revista Atlântico acabou não tive vontade de dizer nada. Porque foi triste o seu fim. E a tristeza é um assunto que - admito - considero demasiado grave para o blogue. A revista albergou muitos blogueadores, e o Paulo Pinto Mascarenhas é responsável por isso. Fez bem a muita gente, e isso, para mim, conta. Apesar dos problemas de sobrevivência da revista, o Paulo nunca deixou de acreditar no projecto e nos colaboradores. Na Revista Atlântico mantive durante quase dois anos uma coluna sobre blogues. Só faltou desenvolver o seguinte: a blogosfera não existe. Há pessoas que, por acaso ou necessidade, escrevem em blogues, só isso; mas não temos uma blogosfera como temos o planeta Terra. A menos que julguem que cada pessoa ou grupo de pessoas é um país. Aqui, cada um está entregue a si próprio, com tudo o que isso tem de mau e bom. Embora lesse com gosto outras pessoas que ali escreviam, o blogue da Atlântico era o PPM. Daqui a pouco tempo vou passar a lê-lo noutra freguesia. Habituo-me depressa à mudança. Que tudo corra às mil maravilhas, Paulo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:57

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 09.01.09

Charlyn Marie Marshall aka Cat Power 

 

... o ano começou com duas óptimas notícias: a primeira foi a descida da libra ao nível do euro - que me desculpem os nativos e os residentes em Inglaterra mas pude por fim comprar um dicionário topo de gama que desejava há anos - e a segunda foi a dose diária de Miguel Esteves Cardoso, no Público. Esta segunda novidade deu origem a uma mudança nos meus hábitos matinais. Dantes a primeira coisa que fazia era acordar assim. Agora, é ler o texto do Miguel. Isto traz consequências. No outro dia, já não fui capaz de acordar decentemente porque estive a manhã toda a rir com a Bimby que temos dentro de nós. E hoje é com uma grande dificuldade que venho aqui dar umas passas virtuais. Vejam lá bem esta pergunta incluída num diamante estevescardosiano sobre o frio: "aqueles plantígrados e ungulados pés com que me alcançaste foram recuperados de algum mamute?". Frio? Mas qual frio?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:43