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Última hora!

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.09

O Homem a Dias está de volta! Ainda em 2008, mas de volta. Hip, hip hurray!

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publicado às 23:25

Só mais um Cole Porter, está bem?

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.09

 

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publicado às 15:32

Deixa-China-li

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.09

Estava a comer um chop-suey de vaca num restaurante chinês de bairro quando entrou um casal. O homem perguntou à empregada se tinham algum prato que não estivesse na lista. Perante a resposta negativa, o sujeito insistiu e contou que tinha estado na China e que queria comer uma coisa mesmo chinesa a sério, está a perceber? Impávida e serena, a empregada respondeu num belo português que estava no sítio certo. Mesmo com a pouca colaboração chinesa, o cliente encontrou uma maneira de complicar o pedido. Pouco depois, vi as bandejas a passar com os pratos mais banais. O homem tentou suavizar a derrota e explicou à parceira como se fazia isto e comia aquilo no país de origem. A globalização tem destas coisas. O snobismo também. A natureza de ser chato também não fica atrás. Pode até ser patético, como neste caso. Patético não do pathos grego mas do pateta lusitano. Ainda que a comida na China seja deliciosa, estou satisfeita com a qualidade das massas de arroz com gambas e legumes por estas nossas bandas. O filtro da ocidentalização eliminou alguns ingredientes para os quais nunca estaremos preparados. Ainda bem. Deixemos os restaurantes chineses em paz.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-1-09.

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publicado às 11:24

Lagerfeld, oh Lagerfeld

por Carla Hilário Quevedo, em 13.01.09

 

Numa recente entrevista a um programa de rádio britânico, o emagrecido Karl Lagerfeld defendeu a indústria das peles de animais ao mesmo tempo que desvalorizou a utilização de modelos de pele e osso – size zero – nas passerelles. Os temas parecem diferentes mas tocam num ponto em comum: a moda a qualquer custo. Para estar na moda aceitamos que animais sejam esfolados vivos em quintas especializadas para o efeito. Isto acontece na China e não é por má vontade que o digo. As peles dos animais não nos chegam de robustos caçadores de alces, que depois de cozinharem a carne do bicho aproveitam a pele para fazer um belo par de botas. A visão romântica da caça não tem nada que ver com os matadouros denunciados pela PETA. Para estar na moda muitas adolescentes quiseram ser parecidas com Kate Moss. Mas a modelo não é um bom exemplo. Precisamente porque se trata de um exemplar único de magreza elegante – antes só Audrey Hepburn – e que não pode influenciar ninguém. É aquela e pronto. Querer ter a figura de Kate Moss leva ao internamento em Psiquiatria. Mas Lagerfeld insiste que a obesidade é mais grave do que a anorexia. Claro. Onde já se viu uma obesa a desfilar?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 10-1-09. 

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publicado às 11:12