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Uma crítica curtinha

por Carla Hilário Quevedo, em 27.01.09

 

Os contemporâneos é um programa de humor desigual, que oscila entre momentos brilhantes e outros de uma preguiça aborrecida. No entanto, o saldo é bom. Não vou elogiar as suas maiores figuras – Bruno Nogueira e Nuno Lopes – pela simples razão de que a minha admiração por eles se diluiria num mar de fãs. Dito isto, passo à má notícia. A rubrica em que Bruno Nogueira entrevista uma figura a que podíamos chamar «do povo» é um bom momento sempre que o popular entrevistado calha ter uma personalidade forte. O meu inevitável «contudo» aparece quando a personagem, apesar de um autêntico representante do povo, faz uma figura ridícula, que é explorada cruelmente pelo entrevistador. É como se a entrevista se tornasse um desses momentos abjectos de «apanhados» que com o humor como desculpa servem para humilhar uma pobre alma, permitindo que exiba a sua estupidez ou ignorância mesquinha. Não deve ser fácil encontrar um membro do povo à altura do entrevistador – não física, claro; isso só na Holanda. E aí vemos a tal preguiça aborrecida de que falava. Mais vale abdicar da rubrica quando o resultado for mau porque se entrevistou uma vítima e não uma pessoa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-1-09.

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publicado às 21:45

Dos Antigos

por Carla Hilário Quevedo, em 27.01.09

John William Waterhouse, Consulting the Oracle, 1884

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publicado às 21:36