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Rádio Blogue: Eutanásia

por Carla Hilário Quevedo, em 06.02.09

Eluana Englaro, há dezassete anos em estado vegetativo, foi autorizada pelo Supremo Tribunal italiano a ser transferida para uma clínica privada em Udine, onde será interrompido o sistema de alimentação artificial que a mantém viva. Assim termina a longa batalha judicial do pai, Giuseppe Englaro, que durante quase dez anos defendeu que a vida da filha terminara em 1992, quando, na sequência de um acidente de automóvel, entrou em coma sem possibilidade de recuperação. O Vaticano manifesta-se contra esta decisão jurídica, reclamando que apenas Deus tem o poder de dar e tirar a vida. O mesmo Deus que também deu ao ser humano esta capacidade extraordinária de querer sobreviver a todo o custo e que o levou a fazer descobertas científicas que permitem que pessoas como Eluana Englaro não pereçam quando a sua hora parecia ter chegado. A questão da eutanásia é muito mais complexa e requer uma sensibilidade maior. Sobretudo uma maior compaixão. Em casos irreversíveis como este, e de sofrimento prolongado, é justo afirmar que se trata de um «assassínio abominável», como fez o Cardeal Javier Lozano Barragan ao jornal La Repubblica? O que é moralmente mais condenável: assassinar uma pessoa ou permitir uma morte digna a um paciente num estado vegetativo irresolúvel?

 

Publicado hoje no Meia-hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 12, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 13, às 10h30.

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publicado às 15:39

O que eu gosto disto não tem explicação

por Carla Hilário Quevedo, em 06.02.09

William Hogarth, The Graham Children, 1742, oil on canvas, 1605 x 1810 mm,
The National Gallery, London. Presented by Lord Duveen through the Art Fund, 1934.

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publicado às 15:37

À especial atenção do Francisco José Viegas

por Carla Hilário Quevedo, em 06.02.09

 

"Ai, ai, ai, ai, eu gosto dessa listinha, quero tê-la ao pé de mim..."

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publicado às 15:17

Ainda sobre o Facebook

por Carla Hilário Quevedo, em 06.02.09

A Sara Pais, o Rui Hermenegildo, o Pedro Neves, o Pedro Correia e o JPT comentaram ou destacaram este texto. Recebi e-mails de utilizadores do Facebook, satisfeitos com a ferramenta virtual, a acusarem-me de conservadorismo blogosférico galopante. Tudo bem, nada contra. A questão é outra. Não são tanto os meios que importam como a forma como são utilizados. O problema é que o Facebook é um meio limitado e excessivamente doméstico para o meu gosto. Não estimula a criatividade e julgo que empobrece as relações afectivas, criando uma ilusão de proximidade que só resulta na pura perda de tempo. A Reboliço enviou-me um artigo bem a propósito deste tema, thank you! Dito isto, é óbvio que cada um utiliza o meio que muito bem entender. Ou nenhum, se preferir. Ainda há quem use o telefone. Cada um sabe de si. Eu sei que o Facebook não me interessa. De todos estes meios virtuais  acho uma certa graça ao Twitter (mas de longe porque é viciante) e prefiro o blogue, que é arejado e livre e caprichoso, e funciona sem exigências. Sobre o Facebook, aguardemos que a História me dê razão.

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publicado às 15:10

Estado em que se encontrou este blogue

por Carla Hilário Quevedo, em 06.02.09

Enquanto fui ali deixei-vos na companhia do animal raro Natalia Vodianova, que apesar da cara de poucos amigos, não abandonou o seu posto. Spasiba, Natalia!

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publicado às 14:56