Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Friedrich Nietzsche sobre "Eu hoje acordei assim"

por Carla Hilário Quevedo, em 03.03.09

"Sleep of virtue. - When virtue has slept it will arise more vigorous." Daqui, claro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:39

Apio verde

por Carla Hilário Quevedo, em 03.03.09

 

Muitos parabéns aos blogues O Insurgente, que completa quatro anos de idade, e blogooooon para o Blasfémias, que anda por cá há cinco!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:35

Inspectores de sátiras

por Carla Hilário Quevedo, em 03.03.09

A proibição da sátira ao computador Magalhães no Carnaval de Torres Vedras foi considerada ridícula por unanimidade. Como pedia o bom senso, a decisão foi revogada. Em todos os noticiários insistiram que a Procuradoria tinha «autorizado a sátira». Mas que expressão infeliz. Não seria mais correcto anunciar que a proibição foi anulada? É que autorizar uma sátira soa mais a piada do que a ordem judicial. Pergunto, aliás, como se pode regulamentar as sátiras: sátiras de primeiro grau, com dolo, sátiras inimputáveis ou inocentes ou ingénuas… O facto de este episódio ter acabado bem não nos deve fazer esquecer a sua estupidez muito específica. Todos sabemos, desde adeptos fervorosos a transeuntes indiferentes, que a permissividade da boçalidade faz parte da festa carnavalesca. Que um funcionário, por pudor ou lealdade política, se sinta ofendido (um sentimento que não se discute e a que tem todo o direito) e consiga proibir o que não suporta, é que me faz confusão. As nossas liberdades em democracia são assim tão frágeis? Haverá uma disposição forte para levar a sério qualquer acusação? Se calhar é só preguiça. Ninguém se dá ao trabalho de verificar nada. A menos que alguém faça muito barulho.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-2-09.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:43

Para o Estoril e em força

por Carla Hilário Quevedo, em 03.03.09

Não é por acaso que os restaurantes portugueses se multiplicam nos países em que a comunidade lusitana é numerosa. Saudosos do seu país de origem, os portugueses não prescindem do seu bacalhauzinho assado. O mesmo se passa com os gregos. Mas infelizmente a comunidade grega em Portugal é demasiado reduzida. A falta de gregos no nosso país ajudou a que não tivesse havido até agora um estímulo suficientemente forte para abrir um restaurante típico. Pois na semana passada, quando voltei a comer feijocas com molho de tomate (yigantes), e experimentei uma pikilia de entrada, regressei por instantes à Grécia. Mas a uma versão pacífica deste belo país em que a gastronomia é um assunto sério. O único restaurante grego em Portugal fica à saída de São João do Estoril, na Av. Marginal. Aí encontramos o confortável Ilhas Gregas e um menu que comove qualquer admirador sincero da culinária: perna de borrego acompanhada de uma deliciosa massa fininha (juvezi); suculento empadão de batata, beringela e carne picada regado a bechamel (moussaka) ou uma versão pesada da delicada lasanha italiana (pastizio). Pois não é comida para meninas. Não percam as courgettes fritas pela vossa saúde.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 28-2-09.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:23