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Banda sonora do momento

por Carla Hilário Quevedo, em 22.04.09

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publicado às 20:14

A origem do dedo grande do pé

por Carla Hilário Quevedo, em 22.04.09

Charles Darwin continua a fazer das suas. Cheguei a esta conclusão quando li numa revista científica, a Seed, um artigo sobre os dedos dos pés. Há uma teoria ainda não canonizada mas com muitos adeptos que diz que o comprimento dos dedos dos pés mudou drasticamente na nossa evolução. Parece que para andar normalmente não fazia diferença termos dedos curtos ou compridos. Mas para corridas de velocidade verificou-se que era melhor ter os dedos compridos. Já para grandes distâncias, quanto mais curtos fossem melhor, pela simples razão de que em cada passada se gastavam menos energias. Vamos fazer de conta que a explicação antropológica era a seguinte: numa época era essencial ser rápido, para evitar, digamos, um Tyrannosaurus rex. Não faço a menor ideia se já existíamos na altura. Quando começámos a aperfeiçoar a caça e aprendemos a perseguir a presa ferida até esta morrer de cansaço ou ataque cardíaco, tornou-se mais importante aumentar a resistência. Daí a termos os dedinhos do pé mais pequeninos foi um passinho (passo o trocadilho) de 150 mil anos. Data em que se descobriu o arco e a flecha. E se nada disto for verdade, como diria um italiano, está bem visto.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-4-09.

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publicado às 20:07

Que nojo, iaque

por Carla Hilário Quevedo, em 22.04.09

O que pode ser pior que a anunciada reunião dos Spandau Ballet? Um inalador que permite aos chocolatólicos ingerir uma imensa quantidade de chocolate sem engordar um único grama. O Le Whiff é uma invenção do Professor David Edwards da Universidade de Harvard. O nome afrancesado, a fazer lembrar o Tenente Hubert Gruber da série ‘Allo, ‘Allo!, nasce do inglês to whiff, que significa inalar. Habitualmente um odor, um gás ou fumo. É possível comer chocolate por este inalador através de um método tão sofisticado quanto decepcionante em que uma suculenta barra é transformada num pó que depois é metido num saquinho ou numa cápsula que se parte dentro do gadget. Quem é asmático com certeza já ouviu falar do Intal, uma droga que deixou de se fazer. Mas há outras semelhantes no mercado. O método é idêntico. Isto quer dizer que o chocolate vai para os pulmões? Parece que… pode acontecer. Tom Hadfield, que faz parte da equipa de génios bem-intencionados mas sem um pingo de gosto, afirma que os pedaços de chocolate são demasiado grandes para que tal aconteça. Seja como for, quem perde tanto tempo a inventar formas de tirar prazer ao próximo não pode ser boa pessoa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-4-09.

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publicado às 20:03