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por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.09

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publicado às 21:10

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.09

Aurea Mediocritas Esse Cavalheiro Shakira Kurosawa The Sock Gap

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publicado às 21:00

Bichos raros

por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.09

Não é verdade que todos podemos ser heróis desde que nos seja dada a oportunidade. O heroísmo revela-se na hora e no lugar certos mas não depende só de uma peculiar conjugação de acasos. E não é verdade porque não há heroísmo sem coragem: uma virtude mais rara do que tantas vezes se quer fazer crer. Estar no sítio certo à hora certa só adianta quando há coragem para arriscar a própria vida, bem como as de familiares e amigos, por causa de um bem maior. Um herói deixa de fazer o que tem a fazer pois confia na maior importância do seu acto. Aristides de Sousa Mendes teve essa confiança e toda a coragem quando salvou trinta mil pessoas perseguidas pela Alemanha nazi. Poderemos dizer o mesmo de outros diplomatas em situações idênticas? O livro que faz justiça a este herói português tão pouco celebrado no seu país tem o título Aristides de Sousa Mendes: um justo contra a corrente. A história deste homem singular que ousou desobedecer a ordens infames está agora documentada e é apaixonadamente descrita por Miriam Assor. Sem reservas e com a generosidade que o tema merece, Miriam Assor presta a Aristides Sousa Mendes a homenagem justa e calorosa há muito devida.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 1-5-09.

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publicado às 20:52

Esclarecimento

por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.09

Aproveito para esclarecer que falhei o prometido aqui. Quando estava prestes a tornar-me membro da dita associação, duvidei. Não por causa da causa, que defendo, nem sequer por qualquer memória de antipatia. Não quero pertencer a nenhuma associação. Nem a nenhum partido. Nem a nenhum clube. Só ao Ginásio Clube Português.

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publicado às 20:49

Tourada free

por Carla Hilário Quevedo, em 05.05.09

Não pertenço a nenhuma associação de defesa dos direitos dos animais mas a defesa dos bichos, independentemente de tamanho e classe social, é uma das minhas preocupações. Desde que tenho idade para saber o que é correcto e o que não é que as touradas ocuparam um lugar na minha lista de condenações. Não compreendo a beleza de fazer mal a um bichinho por desporto, tradição ou lucro. Aceito, com pena e reticências, que os seres humanos matem para comer. Alguns são capazes de contrariar a sua natureza omnívora. Não é o meu caso. Posto isto, não escondo a minha alegria por Viana do Castelo se ter declarado uma «cidade anti-touradas». Não sei se esta decisão tem a devida legitimidade democrática. Julgo que a maioria socialista da Câmara de Viana tomou esta resolução. Preferia que isto tivesse acontecido por aclamação popular ou, já agora, por referendo. Mas suponho que lá chegaremos. Até lá congratulo Viana do Castelo por ser a primeira cidade portuguesa a proibir esta infame e alegada tradição. A propósito, quantos anos são precisos para que uma prática seja «tradicional»? Segundo sei, as touradas em Portugal datam de 1871. 138 anos é capaz de ser pouco.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 1-5-09.

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publicado às 20:46