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Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 31.05.09

Revolutionary Road (nem pensar). Caos Calmo (muito bom).

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publicado às 10:04

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.05.09

Anita Ekberg

 

... a pensar que sou contra uma pessoa dizer uma coisa e fazer outra. E sou muito contra a mentira em geral. Mas há alturas em que não se pode dizer a verdade. Ou em que a verdade não é o mais importante. Há mesmo alguns casos - é certo que poucos - que não existiam sem a mentira. Para efeitos lúdicos ou ficcionais a verdade serve como ponto de referência, mais nada. Porque o que é descrito, por exemplo, numa piada é uma espécie de verdade deslocada. Ou seja, é mentira. Mas o interessante disto é a mentira estar bem à vista de todos. Uma mentira que se reconhece como tal não é bem uma mentira, pois não? Voltemos ao exemplo. Numa piada toda a gente percebe que há qualquer coisa que não é verdade. Talvez por isto desculpe os que não se riem: recusam a mentira. Não é mau. Mas é um completo desconsolo. É uma tristeza porque se perde muito deste mundo, que é, essencialmente, demasiado cru. Mudando de assunto, tenho achado tão más as declarações feitas aqui e ali sobre um tal "estilo" de Manuela Moura Guedes. Dizer coisas como "goste-se ou não se goste", "independentemente de todos os defeitos que possa ter", e outras do género é estar a ser paternalista. É estar a dizer "desculpem lá a rapariga por ser como é". Muita tolerância para o que é diferente, mas depois é o que se vê. E, sim, a agressividade feminina é temida. Be afraid, be very afraid... Pois vejo sempre, já gostava antes, e quanto mais disparates se dizem sobre MMG, mais gosto. Mudando de assunto outra vez. No outro dia, senti uma daquelas alegrias que não posso explicar (porque isto já vai longo) quando percebi que Samuel Johnson, o casal Henry Thrale, William Hogarth e Joshua Reynolds eram todos amigos. Não sabia, e ainda bem que li esta introdução. Fiquei contente porque andava para aqui às cegas a ver que eram muito bons, mas sem perceber o óbvio, que era a ligação entre eles. Mudando de assunto pela última vez hoje. Filipe II da Macedónia também era uma espécie de pai afectivo de Alexandre. Pelo menos, para Olímpia, a mãe, e para o próprio Megas. Isto foi fundamental na educação de Alexandre, se me permitem este momento de psicanálise. Ter uma figura paternal que desprezava deu um resultado fascinante.  

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publicado às 09:33