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Back to Burton

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

Tim Burton's Alice in Wonderland - a first look through the looking glass

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publicado às 18:17

Entretanto, achei isto bonito...

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

Apricot apple

blueberry bun;

coffee with everything,

fumbles and fun.

 

Continua aqui.

 

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publicado às 08:36

Prada yourself

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

Já não aguento mais as notícias sobre a transferência de Cristiano Ronaldo. A minha ignorância sobre o futebol ficou agravada nestes dias de total incompreensão face aos milhões precisos para mudar de clube. Será que o futebol é imune à crise? E o que acontecerá ao investimento se Ronaldo partir uma perna? Não sei, e para dizer a verdade, não me interessa. Enquanto não chega a Madrid, Ronaldo foi a Los Angeles e teve um encontro escaldante com Paris Hilton. É o casalinho que nem o Facebook nem o Twitter teriam unido. O chamado match made in heaven. O que não dava para assistir àquelas conversas! Resta-me imaginar: «Tu és muito rico», diz a Paris. E o nosso: «não, tu é que és». E mais: «Sabes que isto é Prada?». E o outro, sempre a competir: «E isto é Armani. E em casa tenho dois Ferraris». «So cute!», guincha a Hilton. Ronaldo mostra os bíceps: «Touch here. Is strong, não é?» De repente, num arrebatamento inusual, Paris levanta a perna e aponta para os sapatos: «Christian Louboutin, ah pois é!». Cristiano, sem se intimidar, levanta a perna dele e insiste: «Touch here my gémeos. How you say in English gémeos?» E assim sucessivamente até às cinco da manhã.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-6-09.

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publicado às 07:40

Brad Pitt é para cotas

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

À semelhança do que aconteceu há uns meses com a eleição organizada pela Vanity Fair para distinguir a mulher mais bonita do mundo (ganhou Angelina Jolie) chegou o inquérito que faltava. Quem é o homem mais bonito do mundo? A questão parece de relevância menor, mas essa não é certamente a opinião dos milhares de votantes que aproveitam o site da VF para sugerir algum nome obscuro que, por isso mesmo, não figure na lista. Entre os pesos pesados que julgaríamos bem posicionados temos, até à data, Javier Bardem, com 1173 votos; Leonardo di Caprio, com 2365; e George Clooney, com 3435. Os três clássicos masculinos ocupam os lugares mais baixos da tabela de dezoito candidatos e reúnem uns míseros 1% cada um do bolo total dos votos. Um escândalo, portanto. Os restantes candidatos actores ou modelos (demasiados modelos) não conseguem reunir muito mais, à excepção de Brad Pitt, com uns decepcionantes 32010 votos, ultrapassado por um tal Nacho Figueras, com 38363 e, por fim, pelo vencedor até ao momento, o vampiro do Crepúsculo, Robert Pattinson, com 134437 votos. A Vanity Fair ficou a saber que tem um nicho de mercado decisivo na população adolescente.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-6-09.

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publicado às 07:38

Não se importa de repetir?

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

Vi na SIC Notícias a editora da Vogue, Anna Wintour, a ser entrevistada pelo jornalista Morley Safer no programa 60 Minutes. Aquela que terá sido a principal inspiração da personagem de Meryl Streep em O Diabo veste Prada fala sobre a revista como sendo uma amiga glamourosa das leitoras, e de si própria como amiga dos colaboradores mais duradouros da Vogue. Já sabemos ou imaginamos. Uma mulher que se mantém há vinte anos num lugar com tanta influência, num negócio que move milhões, não pode ser um gatinho lindo. Uma mulher determinada e influente tem logo de ser rotulada e nem percamos muito tempo com as etiquetas. A questão interessante é o uso corrente da palavra bitch repetida nas perguntas iniciais. Primeiro foi f*ck, que passou a ser usado por tudo e por nada e em qualquer lado. Agora temos bitch no 60 Minutes. Anna Wintour respondeu como se nada fosse. E a dada altura cheguei a duvidar de que a designação que estava a ser utilizada era realmente essa. Até porque o tradutor ou a tradutora não traduziram bem a palavra. Quando é que em Portugal um jornalista poderá perguntar a uma mulher poderosa se afinal é uma cabra como dizem ou nem por isso?

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-6-09.

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publicado às 07:35

Obrigada? Não, obrigada

por Carla Hilário Quevedo, em 23.06.09

Ainda é cedo para saber se este ímpeto de mudança das leis eleitorais é um entusiasmo passageiro ou apenas um tema de conversa como outro qualquer. Seja como for, preciso de desabafar a minha oposição visceral ao voto obrigatório. Primeiro há que perceber que a liberdade de expressão inclui o direito à não expressão. Se os níveis de abstenção são elevados (interrompo só para dizer que simplesmente não acredito que haja 9,6 milhões de eleitores em Portugal) não é por o povo ser preguiçoso, ou por não ter a mínima vontade, nem o mínimo interesse nem a mais vaga esperança nas eleições. Se o mundo da política se tornou aborrecido e pouco mobilizador, a culpa não é com certeza dos eleitores. No entanto, se esta falta de participação continua a preocupar os partidos, sugiro que deixem de convocar as pessoas para votar ao domingo, que é um dia tradicionalmente da família, e marquem as eleições para um dia qualquer da semana, como acontece nos Estados Unidos. Não garanto que a abstenção diminua (até porque nos Estados Unidos há muitos abstencionistas convictos), mas era muito mais civilizado e natural do que a alternativa compulsiva e paternalista do voto obrigatório.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 19-6-09.

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publicado às 07:30