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Uma semana bonita

por Carla Hilário Quevedo, em 03.07.09

Paul Gauguin, D'où venons-nous? Que sommes-nous? Où allons-nous?, 1897-8

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publicado às 19:23

Seminário de Orientação II

por Carla Hilário Quevedo, em 03.07.09

 

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publicado às 19:05

Rádio Blogue: Estudos sobre os portugueses

por Carla Hilário Quevedo, em 03.07.09

Dois estudos recentes sobre os portugueses revelam resultados mais ou menos surpreendentes. O primeiro confirma um conhecimento ancestral sobre nós: somos pobres mas felizes. O segundo surpreende porque entra em contradição com o anterior: estamos mais individualistas, somos menos preconceituosos e não dávamos a vida por ninguém. Não sei como se chega a estas conclusões nem como são elaborados estes estudos, mas se me pedem para acreditar, eu acredito. Pobres e contentes é engraçado mas assim não vamos lá. Talvez seja hora de aceitarmos que uma dose saudável de infelicidade em troca de mais bem-estar material não é um pecado mortal. A esperança, aliás, está no resultado do segundo teste. O individualismo só faz mal a quem não o sabe usar. Não é por querermos ser autónomos que somos necessariamente uns egoístas insensíveis aos males do mundo. O curioso é que o diabolizado individualismo parece trazer consigo uma maior tolerância. Ora, afinal, o que vale mais? Pertencer ao mundo e ser intolerante ou perceber que só podemos dar aos outros se tivermos alguma coisa para dar? Quanto à peculiar questão de dar a vida por alguém, temos felizmente grandes avanços na medicina e já não há guerras que o justifiquem. Concorda com as conclusões destes estudos? Como vê os portugueses?

 

Publicado hoje no Meia-hora. Deixe a sua opinião através do número 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 9, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 10, às 10h30.

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publicado às 19:01

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 03.07.09

Raquel Welch

 

... as séries de televisão magníficas, como os Sopranos, por exemplo, ganham muito em ser vistas e revistas. Assim como há que ler e reler, há que ver e rever esta série para perceber a complicação que é Tony Soprano. Que grande personagem. Confesso que ando à espera do fim de Ralph Cifaretto. Já passaram três episódios desde que he disrespected the Bing e ando a ficar impaciente pelo desfecho do caso. Foi, aliás, esse episódio que me tornou clara uma diferença importante entre Tony e o resto. Tony é um gangster mas não é cruel. Enquanto todos condenam Ralph por ter disrespected the Bing, Tony espera pela frase seguinte, que ninguém diz. O problema para Tony é outro. E tê-lo significa que não é mau de todo. No episódio de ontem, o problema de Tony era perceber como se tinha enganado com Pussy. Como não tinha visto um traidor mesmo à sua frente? Tony percebe tudo porque já passou e identifica os momentos precisos em que tudo aconteceu. De novo, a raiva no fim (literalmente) de Pussy e o sofrimento posterior justificam-se. Alguém como Tony tem de perceber estas coisas, senão pode ser o seu fim. Paulie diz que nunca pensa no fat fuck, mas Tony recrimina-se por se ter enganado. Tony, claro, é melhor.

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publicado às 08:25