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Less is more

por Carla Hilário Quevedo, em 07.07.09

 Em homenagem ao renovado Ashram minimalista.

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publicado às 17:32

Continuando

por Carla Hilário Quevedo, em 07.07.09

Balthus, Thérèse rêvant, 1938. Muito bem lembrado aqui.

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publicado às 12:58

No sangue

por Carla Hilário Quevedo, em 07.07.09

 

Educada em pequena num colégio misto, tive a oportunidade de verificar que os rapazes resolviam os conflitos com insultos, de preferência na presença de testemunhas, ou então através de demonstrações de força física. Uma questão de testosterona, concluí. Com as raparigas era diferente. Elas resolviam os seus ódios com uma espécie de maldade social: má-língua, boatos, comentários cruéis, todos raramente ditos na presença da vítima. Era uma coisa muito parecida àquilo a que os políticos agora chamam «campanha negra». Achava que eram assim porque eram más e pronto. Talvez por ser eu própria rapariga, a questão hormonal era exclusiva dos rapazes. O tempo passou e acabei por me conformar em dividir o mundo entre boas e más pessoas, sem distinções de género, raça ou religião. Mas um artigo publicado na Scientific American mostra que me enganei quanto às raparigas. A Washington State University, em Vancouver, confirma que os rapazes são mesmo assim: tontos. Mas que as maldades das raparigas fazem parte da luta para conquistar um parceiro. Só vos digo que o melhor é afastarem-se de raparigas entre os quinze e os dezanove anos. São as piores.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 3-7-09.

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publicado às 12:40

Sim, não e talvez

por Carla Hilário Quevedo, em 07.07.09

Charles Taylor é um ex-ditador da Libéria, responsável por organizar um exército de crianças e dizimar populações. Em breve será julgado pelo tribunal de Haia. A mulher afirmou numa entrevista à BBC que Taylor é agora judeu. Isto apesar de não ter conhecido nenhum rabino que o tenha preparado na conversão e de afirmar que ainda acredita em Jesus Cristo. Ora, o jornal israelita Haaretz deu-se ao trabalho de perguntar a vários rabinos se um criminoso como Taylor se podia converter ao judaísmo. As respostas são uma maravilha: sim, não e talvez. Pelo não temos o rabino de Baltimore que diz que «a comunidade judia não é um centro de reabilitação». O talvez é defendido pelo rabino de Massachusets, e é a resposta menos interessante: «um candidato à conversão percorre o caminho necessário à compreensão dos princípios», blá, blá, blá. Mas o rabino de Flushing, Michael Weisser, não tem dúvidas sobre o sim. E sabe o que diz, pois ajudou à conversão de Larry Trapp, líder do racista e anti-semita Ku Klux Klan. Trapp arrependeu-se do seu passado, estudou arduamente e deu conferências contra o ódio em universidades americanas. Sim, não e talvez… Uma religião assim merece mais que respeito.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 3-7-09

 

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publicado às 12:18