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Hoje estava bandeira amarela

por Carla Hilário Quevedo, em 07.08.09

MacGuffin, tens razão. Frenzy e Shadow of a Doubt não devem ter a mesma classificação. Na verdade, não têm. E não é bem por causa das maminhas. Agora que passaram algumas horas desde o choque, compreendo Hitchcock, le malandre, que chega ao início da década de setenta e aproveita para mostrar o que nunca pôde. Não lhe levo a mal. Mesmo que as cenas em que as ditas maminhas aparecem sejam de uma enorme violência. É mais esse o meu problema. Shadow of a Doubt é uma maravilha, por todas as razões que apontas e mais uma: está muito bem escrito. Os diálogos são excelentes e está muito bem construído. Mas há dois pormenores em Frenzy de que gostei muito. Um é o facto de conhecermos o assassino desde o início. Lembra This Sweet Sickness, da Patricia Highsmith (razão pela qual fui ter a Hitchcock - queria alugar Strangers on a Train e não havia, por isso tenho alugado o que há no clube de vídeo), em que só o leitor sabe quem é o assassino. Não se trata de saber quem cometeu o crime mas que história vai ser contada sobre aquela personagem. É outra coisa. Depois temos um casal espantoso em Frenzy: o detective boa pessoa e a mulher, Mrs. Oxford, que anda a tirar um curso de cozinha francesa e só faz uns pratos incomestíveis com nomes impronunciáveis. Mrs. Oxford, claro, sabe que prenderam o inocente e que o culpado continua à solta. Mas como acreditar numa pessoa que cozinha aquelas mistelas? Ah! E mais uma questão importante: grandes actores em Frenzy - Vivien Merchant, Billie Whitelaw. Ficamos assim: Nove estrelas para Shadow of a Doubt e oito e meia para Frenzy. Lembro-me de ter visto há uns anos The Trouble With Harry, mas tenho de rever. Nunca vi Lifeboat. Obrigada pela dica! Entretanto, no sábado, nem de propósito, há sessão dupla de Hitchcock na RTP 2: North By Northwest logo seguido de Dial M For Murder. Há que classificar!

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publicado às 17:24