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Cheio de graça

por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.09

Alfred Hitchcock, em 1939, em casa, na companhia de Mr. Jenkins, o seu Sealyham Terrier. Peter Stackpole, o fotógrafo, descreveu assim o retrato: "An Englishman spending a winter evening at home". Mas Hitchcock preferiu o título: "A Dislike of American Fireplaces". Está tudo na Life.

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publicado às 19:23

Destaque

por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.09

Past Perfect

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publicado às 19:20

Eu via e gostava

por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.09

O caso da suspensão ilegal do Jornal Nacional de sexta-feira, com Manuela Moura Guedes, infelizmente, não me surpreende. Vivemos num país que convive mal com a diferença de opinião, sobretudo quando desafia a ideologia dominante. Mas todos viam o Jornal Nacional e agora afinal parece que ninguém gostava daquilo. Devem ter sofrido horrores. O próprio Primeiro-ministro defendeu a ideia perigosa de uma tal «liberdade respeitosa», quando qualquer pessoa que diz o que pensa sabe que, por vezes, ser livre é não ter respeito nenhum por pessoas que defendem este tipo de coisas. E toda a gente devia saber que o respeito, que não é um dado adquirido, nunca se ganha à custa do medo. Um Primeiro-ministro que ataca jornalistas e processa comentadores por artigos de opinião não mete medo nem impõe respeito. Por esta razão, nem sequer terá sido preciso uma interferência directa do Primeiro-ministro na suspensão do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes. Pode ter acontecido ou não. É completamente irrelevante. No confronto entre o poder político e os media, a História escreve sempre certo por linhas tortas. O Jornal foi suspenso e Sócrates paga a conta.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 11-9-09.

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publicado às 19:17

Olha a grande novidade

por Carla Hilário Quevedo, em 15.09.09

Um estudo da Universidade de Radboud, na Holanda, confirmou o que já sabíamos: os homens, quando falam com uma mulher belíssima como um avião, ficam parvos. Não é por acaso que se dizem coisas como «uma beleza estonteante». Quando os papéis são invertidos, ou seja, quando uma mulher fala com um grande borracho, nem que seja o gémeo do Brad Pitt, a senhora conserva a sua lucidez e o pleno domínio do intelecto. As explicações científicas também não trazem aqui nada de novo. Um homem, diante da beleza atraente da mulher, está a pensar nas várias maneiras de transmitir os genes. Pelo contrário, as senhoras, quando conversam com o Daniel Craig ou com o George Clooney, ou com o Benicio Del Toro (quando não era um obeso destruído) estão atentas à amabilidade e ao vigor do belíssimo espécime masculino à sua frente. Não é então apressado concluir que quando os homens nos tratam como se nada fosse e quando têm um discurso muito coerente e organizado e – o descaramento não tem limites – lúcido, então é porque nos acham feias. Mas se começam a gaguejar e a repetir umas baboseiras, então é melhor adverti-los de que não estamos interessadas nos seus genes, muito obrigada.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 11-9-09.

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publicado às 19:14