Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Separados à nascença*

por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.09

Giovanni Paolo Pannini, Galleria di quadri con viste dell'antica Roma, 1759

* Tem tudo a ver, João. Grazie mille!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:25

I love TLS*

por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.09

Asked by Waugh what people were saying about the novel, Nancy Mitford replied that the "general view" was that "It is the Lygon family". * Mesmo quando o artigo não é brilhante e logo sobre um livro que não quero ler.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:26

Nem os coelhos respeitam

por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.09

Longe de ser especialista na matéria, os biocombustíveis nunca me entusiasmaram. Só a ideia de usar produtos alimentares para fins energéticos me parece uma aberração. O frenesi pelos tais bios parecia entretanto ter abrandando. Ou queria acreditar nisso. Não contava que descobrissem um biocombustível de origem animal. Isto aconteceu na Suécia civilizada e fria. Os parques de Estocolmo estão pejados de coelhos, que, não sendo animais originários dali, não têm predadores naturais. Abandonados pelos donos, talvez porque percebem tarde que estes animais nunca aprendem a fazer chichi na rua ou numa caixa, os coelhos fizeram nos parques públicos aquilo por que são conhecidos: reproduziram-se. Agora há equipas dedicadas ao massacre. Um empresário dinâmico instalou uma fábrica que processa os cadáveres dos coelhos, e que, misturados com madeira barata, servem para alimentar as caldeiras. Obviamente, a população divide-se quanto a este novo bem energético. Não duvido de que os argumentos dos defensores dos animais serão neutralizados com os argumentos financeiros e sociais deste novo combustível. Nada disso diminui o horror desta nova forma de abuso da natureza.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-10-09.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:24

Porno-pacifista

por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.09

Tim Franks, um jornalista da BBC em Jerusalém, entrevistou o senhor Avi Levy. Avi Levy tem um site pornográfico de encontros sexuais. Até aqui nada de novo. A originalidade deste pornógrafo é organizar encontros de objectivo sexual inequívoco entre israelitas e árabes. A grande descoberta de Levy foi ter percebido que havia ali um nicho de mercado, que se revelou altamente lucrativo. Na entrevista, Levy manifesta uma atitude digna dos intelectuais progressistas de ambos os lados da barricada, que apregoam o entendimento e a convivência entre muçulmanos e judeus. Avi Levy responsabiliza os políticos pelos conflitos e afirma que as populações querem viver em paz e fazer amor o mais possível. Entrou no mercado de filmes pornográficos e continua promover a integração das culturas rivais. Os actores são voluntários e não fazem aquilo por dinheiro. Só «porque são exibicionistas», afirma Levy, que aproveita para esclarecer que são todos maiores de idade e ninguém se droga. Um pormenor deste negócio é, além da absoluta discrição quanto aos utentes, o pagamento com o cartão de crédito ficar registado como «abastecimento de gasolina». O Médio Oriente é outra coisa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-10-09.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:14

Bye, bye, ciaozinho

por Carla Hilário Quevedo, em 27.10.09

Miley Cyrus, a estrela da série Hannah Montana, deu o grito do Ipiranga e apagou a sua conta do Twitter. A decisão foi anunciada num rap descarregado no YouTube em que a cantora/actriz/adolescente explicava que quaisquer 140 caracteres teclados por ela iam parar quase em simultâneo aos milhares de sites de mexericos sobre celebridades. «Miley Cyrus gosta de arroz de feijão» ou «Miley Cyrus usa pente e não escova» eram (mais ou menos) as notícias divulgadas a partir do que revelava no Twitter. Os dois milhões de seguidores ficaram escandalizados com a novidade e pedem o regresso do seu modelo. Mas até agora nada de Miley. Não é um caso isolado. Recordemos o casal Demi Moore e marido que desistiram do Twitter por motivos semelhantes. Parece que a exposição da vida privada na Internet causa problemas um pouco diferentes das habituais reportagens fotográficas em casa das celebridades. É mais fácil ser usado e abusado no Twitter que num tablóide. Os twitteiros de serviço estão ali mesmo ao lado da Miley Cyrus, que, inocente, até conta que faz isto e não gosta daquilo. Como se de repente pudesse ser uma rapariga normal, que vai à escola e tem uma mesada dos pais.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 23-10-09.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:05