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Ah ta-tá!

por Carla Hilário Quevedo, em 03.11.09

A rabbit jumps over hurdles at a pet trade fair in the southern German city of Stuttgart...

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publicado às 08:00

Antropomorfizemos

por Carla Hilário Quevedo, em 03.11.09

Houve uma época em que atribuir qualidades humanas a animais era ridículo. Agora parece que quem via bondade, maldade, traição ou sinceridade nos animais estava certo. Os estudos sobre animais não têm tido descanso na última década. No livro Wild Justice: The Moral Lives of Animals, Jessica Pierce e Marc Bekoff relatam as suas últimas conclusões: os canídeos têm inteligência emocional e moral. Uma das provas que os autores apresentam é a maneira como brincam os cães, coiotes e lobos. Ficou provado que estabelecem e respeitam certas regras de jogo. Quando as infringem, como abusar inadvertidamente da força na brincadeira, pedem desculpa. Sempre que um faz batota, é expulso do jogo. Não é um castigo menor. Não permitir que o batoteiro brinque é o mesmo que condená-lo a prisão perpétua. Os transgressores ficam isolados da matilha, o que significa que deixam de poder interagir com os seus pares e muito dificilmente acasalam. Tirando o acasalamento, as crianças brincam da mesma maneira. Isto só foi comprovado entre os mamíferos e ainda não se chegou a nenhuma conclusão quanto a passarinhos ou peixes. Por enquanto, ainda os podemos comer sem culpa.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 30-10-09.

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publicado às 07:45

Um ornitorrinco não é um gato

por Carla Hilário Quevedo, em 03.11.09

Há filhos que dependem dos pais como se fossem os seus melhores amigos. Contam as suas angústias e as suas alegrias e não guardam nada para si. Há maridos que tratam as mulheres como se fossem as suas mães queridas e mulheres que tratam os maridos como se fossem uns bebés de colo. Há pais que tratam os filhos como concorrentes. Há mães que querem ser as melhores amigas das filhas e melhores amigas que abusam da amizade e saturam qualquer mortal. Há um provérbio brasileiro que reza assim: «Acaba-se a amizade quando começa a familiaridade». É isso aí, viu? Nestes casos há um problema de expectativas divergentes. As pessoas esperam sempre dos outros que se comportem de uma certa maneira. Até aqui nada de mal. E o tempo acaba por ir ditando as regras dos relacionamentos e tratando de as adaptar. O conflito aparece quando o marido exige ser tratado como marido e não como um bebé de colo, por exemplo. Ou quando uma rapariga exige um silêncio cúmplice da melhor amiga. Mesmo assim não há garantias de que corra tudo bem. Assim, quando há pessoas à nossa volta a querer de nós o que nunca vamos poder ser, o melhor é sorrir e acenar, sorrir e acenar…

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 30-10-09.

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publicado às 07:42