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Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 13.11.09

Glass Cannon Máscara & Chicote Shakira Kurosawa

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publicado às 18:17

Blockbomba

por Carla Hilário Quevedo, em 13.11.09

The International (muito bom).

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publicado às 18:13

Eu quero twittar, twittar perdidamente

por Carla Hilário Quevedo, em 13.11.09

Uma bombinte que compreende agora melhor o chato do Stephen Fry.

 

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publicado às 18:10

Rádio Blogue: Cristiano Ronaldo

por Carla Hilário Quevedo, em 13.11.09

Tivemos Salazar, Eusébio, Amália. Agora temos Sócrates, Cristiano Ronaldo e o Amália Hoje. A Deus, Família e Fado seguiu-se o trio mais democratizado Política, Futebol e Fado. Um trio de fricativas labiais surdas era mais eficaz para a publicidade. Podemos resolver o assunto, aplicando um agá na «política» e tornando-a «pholítica», que se lê como «pharmácia». Uma «pholítica» que é uma espécie de folia. Uma brincadeira que é inevitável acabar em lágrimas. Parece que querem resolver Deus no Parlamento e a Família anda demasiado concentrada no Futebol. Quanto ao Fado, pois lá se mantém. E até resiste ao Amália Hoje. O Fado aguenta tudo! Talvez o que merece ser preservado, é o que dá provas de resistência ao longo do tempo e sobrevive apesar de qualquer remistura, versão ou adaptação. Se a política é aquilo em que a religião se tornou, então isso só diz mal da religião. Se o futebol é a actualização da família, estamos tramados. Fala-se demais de religião no Parlamento e a família parece muito ocupada com jogos de futebol. As audiências televisivas são sempre as mais altas, o Benfica perder ou ganhar é um aspecto importante da vida das pessoas e que influencia o humor dos portugueses. Um dos jogadores mais milionariamente pagos da história futebolística portuguesa – Eusébio, viveste na época errada! – está lesionado no tornozelo direito. Ossos do ofício que o afastam de um jogo com a temível Bósnia-Herzegovina e que pode afastar Portugal do Mundial 2010. A minha solidariedade para com os que não faziam ideia de que tínhamos outro Mundial à porta. Os restantes sete milhões tremeram com a notícia da ausência de Ronaldo no play-off, e o jogador anuncia que se sente frustrado por não poder participar num momento de importância vital para a nação. As notícias sobre a condição física do futebolista foram abertura de noticiários televisivos e manchetes de jornais. É de mim, ou isto é tudo um grande disparate? A que se deve a omnipresença deste jogador? A selecção sem Ronaldo já não é a selecção portuguesa?

 

Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 19, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 20 de Novembro, às 10h35. 

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publicado às 18:05