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Aos leitores do bomba inteligente desejo um bom ano novo

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

 

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publicado às 17:29

Ainda 2009

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

Duelo de tacones, El Mundo.

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publicado às 17:15

O filme da década

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

O João pergunta a minha opinião sobre qual será o filme da década (que caminha para o seu fim). Ora, isso é super-fácil: é o Zoolander. Não sei falar sobre ele, mas não faz mal, pois não? Se calhar escolho mais um: Team America. Assim fica o Zoolander como o filme da década (e da minha vida até hoje) e o Team America como o filme da primeira metade da década. Depois há outro que ainda não vi mas que só pode ser espantoso. O Luciano já o mencionou: é o Up. Fica candidato a filme da segunda metade da década. E há ainda uma série de coisas maravilhosas, como filmes de terror japoneses ou Battle Royale. Ah! E Finding Nemo! Obviamente, Tarantino. E No Country For Old Men. Afinal não é nada super-fácil... Bom Ano, dear Johnny!

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publicado às 17:05

Para 2010

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

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publicado às 17:01

2009

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

O filme do ano: Inglourious Basterds, mas de caras.

Melhor verso trash-pimba: I'm tryina find the words to describe this girl without being disrespectfuuuuul.

A ambição portuguesa mais sensata de sempre: I want to live in Ibiza.

O corte de cabelo: Lily Allen, em 22.

Um rapaz: A Causa Foi Modificada.

Uma rapariga: F, World.

A passagem: «“What a curious feeling!” said Alice. “I must be shutting up like a telescope!” And so it was indeed: she was now only ten inches high, and her face brightened up at the thought that she was now the right size for going though the little door into that lovely garden. First, however, she waited for a few minutes to see if she was going to shrink any further: she felt a little nervous about this; “for it might end, you know,” said Alice to herself, “in my going out altogether, like a candle. I wonder what I should be like then?” And she tried to fancy what the flame of a candle looks like after the candle is blown out, for she could not remember ever having seen such a thing.» Lewis Carroll, Alice's Adventures in Wonderland, Capítulo 1.

Best Twitter: João Miranda.

As melhores temporadas de séries favoritas: a sexta de House, a quarta de Weeds e a terceira de Dexter.

A melhor série em repetição: The Sopranos, na Fox, durante o ano quase todo, uma vez por semana, com a última temporada a entrar por 2010. 

Duas exposições: Borges, Coppola, Buenos Aires, no CCB e Henri Fantin-Latour, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Um quadro: o fabuloso Ingres de 1827, no CCB.

Melhor descoberta: Patricia Highsmith.

Maior decepção: Patricia Highsmith.

Par de sapatos do ano: Lady Dragon Love Heart Vivienne Westwood for Melissa amarelos com o coração preto.

Uma conferência: Sir Anthony Kenny, na Universidade Católica.

Três programas de televisão: Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios, America's Next Top Model, Late Night With Jimmy Fallon.

Os ciclos de cinema domésticos: Alfred Hitchcock e Luis Buñuel.

Um dia: 1 e Julho (entre as 18h e as 19h45).

Uma bebida: água das pedras, sempre.

O restaurante: o nosso sítio.

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publicado às 10:29

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 31.12.09

Anne Hathaway

 

... ora, vamos lá espreguiçar um bocadinho e fazer uma lista de 2009.

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publicado às 09:52

Uma salva de palmas

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.09

David Teniers the Younger, Archduke Leopold Wilhelm in his Gallery, 1647, oil on copper, 106 x 129 cm, Museu do Prado, Madrid

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publicado às 15:32

O hábito faz o monge

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.09

Li no Times Literary Supplement que a venda da máquina de escrever de Cormac McCarthy foi um acontecimento. A Olivetti Lettera, comprada pelo escritor por cinquenta dólares em 1963, foi vendida por 254 mil e quinhentos dólares a um coleccionador. A receita reverte a favor do instituto de pesquisa interdisciplinar de Santa Fé. O organizador do leilão afirmou ter ficado espanto por McCarthy ter escrito as suas magníficas obras naquela gerigonça, e que «era como escalar o Monte Rushmore com um canivete suíço». A analogia é ridícula. Sabemos que os computadores apareceram há poucas décadas e que muitos escritores no século XX se recusavam a trabalhar numa máquina de escrever. Tenho a certeza de que ainda hoje um ou outro prefere escrever à mão a usar o portátil. No entanto, talvez seja uma questão de hábito mais que uma teimosia anti-moderna. McCarthy, como outros, após toda a vida ter escrito à máquina não terá tempo nem pachorra para mudar o seu hábito. Compreendo e acho natural. Por outro lado, ter vendido a máquina de escrever pode ser um sinal de mudança. Pode ter ficado rendido aos encantos de uma máquina de escrever eléctrica tão na moda nos anos setenta.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-12-09

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publicado às 15:26

Como os avós

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.09

A segunda temporada da série Mad Men, transmitida pela RTP 2, às sextas-feiras, por volta das 22h40, é muito bem escrita e interpretada. É, no entanto, demasiado crua e triste para o meu gosto televisivo. Defendo a tese de que Mad Men surge como uma oposição vingativa ao número desproporcionado de séries nos últimos anos dirigidas ao público feminino. De Sex and the City a Desperate Housewives, as mulheres foram o principal motivo de interesse das cadeias televisivas. A excepção será The Sopranos, que se manteve misoginamente fiel à si própria. Misoginias à parte, o guarda-roupa de Mad Men é deslumbrante. O estilo do início da década de 60, com Jackie Kennedy, etc., parece estar a ser revivido pela nova geração nova-iorquina, sobretudo pelos rapazes. As personagens mais bem vestidas da série são Donald Draper e Roger Sterling. Samuel Rascoff, professor de Direito na Universidade de Nova Iorque, contou ao The New York Times que os alunos voltaram a ter um interesse em vestir bem enquanto os mais velhos, acima dos 45 anos, ainda pensam que estar na moda é usar calças de ganga. Se Mad Men for capaz desta mudança, talvez mude de ideias.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-12-09

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publicado às 15:18

A canção da década

por Carla Hilário Quevedo, em 29.12.09

 

A revista Rolling Stone elegeu Crazy, dos Gnarls Barkley, como a melhor canção da década. Fiquei agradavelmente surpreendida com a escolha. A surpresa talvez se deva a uma ideia um tanto desactualizada desta publicação especializada. A especialidade da Rolling Stone afinal não é o rock ‘n’ roll nem a música alternativa ao circuito comercial. Bem pelo contrário. Se percorrermos a lista dos cem melhores temas da década é evidente como o pop, o R&B e o hip-hop tomaram conta da cena musical. Parece aliás não haver mais música além desta. Não sei o que a Rolling Stone entende por «melhor», quando no segundo lugar encontramos Jay-Z com o tema 99 Problems, que pode ser muitas coisas mas não é um tema memorável, logo seguido de Crazy in Love, de Beyoncé, uma daquelas canções engraçadas, como Hung Up de Madonna (em 76.º lugar), mas que cansam depressa. A lista inteira parece tirada da MTV, o que suscitou violentas críticas online dos fãs que acusam a revista de se ter vendido às Britneys e às Beyoncés da vida. Talvez tenham razão. Mas Crazy é uma grande canção. Basta ouvir as muitas versões do tema para confirmar que ganhou muito bem.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 24-12-09

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publicado às 15:06

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