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Matiné

por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.09

Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, dia 12 de Dezembro, às 17h30.

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publicado às 10:37

Rádio Blogue: Insultos no Parlamento

por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.09

Os ânimos andam exaltados para os lados de São Bento. Temos assistido a cenas de crispação e cólera entre os nobres representantes da Nação. Dir-se-ia que não estamos nada em crise, que está tudo bem, obrigada, e que é preciso um certo frisson para não morrermos de tédio neste jardim de abundância à beira-mar plantado. Uma pena a difícil realidade portuguesa que insiste em contrariar este cenário tão típico de países em que não há problemas para resolver. Como se a irritação fosse um luxo a que não nos podemos dar. Muitas pessoas concordam com a descrição que acabo de fazer: não nos podemos dar ao luxo de perder tempo em quezílias sem resultados práticos para o país e que só mostram o lado pior daqueles que representam os interesses dos cidadãos. Quando o Primeiro-ministro José Sócrates, com o seu característico tom iracundo, recomendou «juizinho» de dedo em riste ao deputado Paulo Portas, não senti que os meus interesses estivessem a ser devidamente representados. Mas quando a deputada Maria José Nogueira Pinto chamou «palhaço» ao deputado Ricardo Gonçalves, do PS, numa comissão parlamentar que durava há três horas e meia, compreendi que talvez o Parlamento seja o sítio indicado para estes episódios. As cenas antipáticas no Parlamento são por vezes dignas de um reality-show em que todos se dão mal com todos e em que, divididos em grupos e subgrupos, tentam fazer a vida negra uns aos outros. É neste contexto que aparecem acesas trocas de insultos em plena Assembleia. No caso da nova legislatura, é preciso lembrar que tivemos quatro anos de maioria absoluta com os mesmos protagonistas. O contexto mudou mas as pessoas são as mesmas. O próprio deputado Ricardo Gonçalves, numa breve entrevista à TVI24, e a fazer jus ao nome que lhe fora atribuído pela deputada do PSD, queixava-se de que o governo agora era minoritário. Como se a minoria fosse uma justificação para o comportamento dos deputados. Preferimos ter uma ideia falsa de quem nos representa ou assistir a cenas tristes mas verdadeiras? Devemos exigir mais pudor aos deputados?

 

Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 17, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 18 de Dezembro, às 10h35. 

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publicado às 10:24

Eu hoje acordei assim...

por Carla Hilário Quevedo, em 11.12.09

Virna Lisi

 

... ah ta-tá! Que dia tão bonito. Este Inverno está a ser doce, which is nice. Na mesma edição do TLS que traz a nota e o anúncio sobre a edição não autorizada do Mein Kampf - 27 de Novembro - está um pequeno texto delicioso de David Wootton, na página 16, sobre o que para ele foi o melhor livro do ano. Trata-se do nada menos que espectacular The Historical Thesaurus of the Oxford English Dictionary: dois volumes pesadotes «containing the whole history, not just of the English language, but of everything we do with words, organized not by headwords, but by concepts». Ora, este é o tipo de presente que considero romântico. Qual iPhone, qual carapuça! E este David é uma alma simpática: «And of course the delight is that you are constantly distracted - from pragmatism to hedonism, from tenderness to kiss». Uma absoluta maravilha.   

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publicado às 10:03