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Por falar em júri

por Carla Hilário Quevedo, em 22.12.09

James Ensor, The Dangerous Cooks, 1896

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publicado às 16:32

Reminiscências

por Carla Hilário Quevedo, em 22.12.09

Quando há quase dez anos o programa Big Brother estreou em Portugal, o país parou. Toda a gente queria saber quem saía, quem ficava, quem se dava bem com quem e quem não suportava quem. A novela da vida real provocou uma catadupa de críticas inflamadas mas também muitos elogios. As audiências bateram todos os programas de entretenimento até àquela data. Eu adorava o Big Brother e tenho saudades do programa. Mas sei que aquele primeiro programa não pode ser repetido. Tivemos aquele e todos nós, participantes e público, perdemos a inocência. E isto não se recupera. Penso que tenho visto com mais agrado o programa America’s Next Top Model, um híbrido de concurso e «reality-show», porque me faz lembrar o Big Brother. Salvo as imensas diferenças, há uma semelhança curiosa: o júri está interessado em que as concorrentes «sejam elas próprias». Tyra Banks exorta as raparigas a mostrarem «o seu interior» e pede que «sejam verdadeiras». Como se as pessoas fossem falsas e nunca pudéssemos perceber nada do que são. Como se conhecer alguém tivesse de passar por um momento do tipo «ainda não vimos a verdadeira Whitney».

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 18-12-09

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publicado às 16:23