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por Carla Hilário Quevedo, em 31.01.10

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publicado às 16:22

Cosima Wagner ou Lou Andreas-Salomé?

por Carla Hilário Quevedo, em 31.01.10

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The perfect woman. - The perfect woman is a higher type of human being than the perfect man: also something much rarer. - The natural science of the animals offers a means of demonstrating the truth of this proposition.

 

Friedrich Nietzsche, Human, All Too Human: A Book For Free Spirits, translated by R. J. Hollingdale, Cambridge University Press, 1996, p. 150. 

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publicado às 16:15

Rádio Blogue: Os rapazes na escola

por Carla Hilário Quevedo, em 29.01.10

A partir de uma reportagem de Clara Viana no Público ficámos a saber que, no mundo ocidental civilizado, são os rapazes os que hoje em dia mais abandonam a escola. De acordo com investigadores portugueses, ingleses e norte-americanos, o fenómeno acontece por causa da intolerância do sistema educativo em relação ao mau comportamento. Os rapazes, por norma irrequietos e estroinas, estarão assim a ser penalizados pela escola, que perdeu a paciência para os problemas disciplinares e passou a privilegiar a dedicação e a tranquilidade femininas. O mau comportamento reflecte-se nas notas e o bom comportamento ajuda à concentração. O mal não está, portanto, nas raparigas. Resta saber se haverá um mal nos rapazes, ou se não fará parte da natureza hormonal masculina uma certa parvoeira. Descrever as diferenças entre os sexos também passa por estas generalizações. Os rapazes a correr e as meninas a saltar. É diferente. As diferenças biológicas, que fazem parte integrante da espécie humana, em vez de serem encaradas com naturalidade, continuam a ser lembradas como pontos negativos em discussões infrutíferas sobre quem é melhor e em quê. Um presente em que tantas mulheres são discriminadas por serem mulheres é um mau presente. Um futuro em que os rapazes ficam para trás por serem rapazes não é um bom futuro. Nem para os homens nem para as mulheres. Um mundo de mulheres, só com mulheres, feito só para mulheres é um pesadelo para qualquer mulher. Por isso quem vai salvar os homens deste descalabro vão ser as mulheres, que não vão correr o risco de perder o que tanto custou a conquistar. Uma geração de homens sem qualificações é o pior que pode acontecer às melhores alunas. No limite, a convivência entre os sexos não será possível. As raparigas subiram a fasquia e fizeram muito bem. Agora há que estimular a competitividade nos rapazes e não deixar que cedam à preguiça ou ao medo. Existe uma inteligência feminina e uma inteligência masculina? As mulheres são mais competentes que os homens?

 

Publicado hoje no Metro. Deixe a sua opinião através do 21 351 05 90 ou no Jazza-me Muito. Os comentários que chegarem até quinta-feira, dia 4 de Fevereiro, às 15h, vão para o ar na Rádio Europa na sexta, dia 5, às 10h35. 

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publicado às 16:34

Continuando

por Carla Hilário Quevedo, em 26.01.10

 

William Hogarth, Characters and Caricaturas, April 1743, etching and engraving on paper, 261 x 205 mm. Tate Britain.

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publicado às 14:27

Ser religioso

por Carla Hilário Quevedo, em 26.01.10

The worst it got was near the end. A lot of people died right at the end, and I didn't know if I could make it another day. A farmer, a Russian, God bless him, he saw my condition, and he went into his house and came out with a piece of meat for me.

- He saved your life.

- I didn't eat it.

- You didn't eat it?

- It was pork. I wouldn't eat pork.

- Why?

- What do you mean why?

- What, because it wasn't kosher?

- Of course.

- But not even to save your life?

- If nothing matters, there's nothing to save.

 

Jonathan Safran Foer, Eating Animals, Penguin Books, 2009, pp. 16-17.

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publicado às 14:07

Adenda

por Carla Hilário Quevedo, em 26.01.10

Tenho andado a pensar no filme de Haneke. Não sei se a capacidade de discernimento do Pastor o redime da sua crueldade. Mas há qualquer coisa nesta figura que não me parece tão demoníaca quanto, por exemplo, a do médico. Mas depois há aquele bilhete... Vou ver o filme outra vez.

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publicado às 13:59

Pais e filhos

por Carla Hilário Quevedo, em 26.01.10

Em Maio do ano passado, O laço branco (no original, Das weisse Band), do realizador alemão Michael Haneke, fora premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes. Agora venceu o Globo de Ouro para o Melhor Filme Estrangeiro. Está em exibição nas salas de cinema portuguesas e recomendo-o, mesmo a almas sensíveis. Numa aldeia do Norte da Alemanha, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial, algumas pessoas inocentes e bondosas tentam sobreviver num meio de inveja e maldade. Entre as figuras meigas temos o Professor, a ama de Sigi, a Baronesa e as crianças mais pequenas, alvos preferenciais dos mais velhos. O pastor luterano, que educa os filhos com autoritarismo, acaba por ser uma figura ambígua, pois, apesar da rispidez, é capaz de se comover com o filho mais novo, além de se aperceber da maldade da filha mais velha. Muito curiosa neste filme de Haneke é a atribuição de virtudes à aristocracia (a baronesa) e de vícios a profissões incontestáveis e às crianças, sempre tidas como inocentes (o médico, a própria parteira e os filhos mais velhos das famílias dos criados). Que pena Michael Haneke não ter contado um bocadinho mais.

 

Publicado na Tabu, Cinco Sentidos, 22-1-10

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publicado às 12:06

Michael Haneke sobre Das weisse Band

por Carla Hilário Quevedo, em 25.01.10

 

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publicado às 20:42

Destaques

por Carla Hilário Quevedo, em 25.01.10

Era Uma Vez Na América Plomb du Cantal República do Cáustico

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publicado às 15:18

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por Carla Hilário Quevedo, em 23.01.10

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publicado às 20:40

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